domingo, 28 de dezembro de 2014

A espada de bambu

O Durango Kid, o Homem Cobra e Família Marvel eram nossas companhias em nossas meninices.

Havia um Super Herói, no entanto que era o mais presente, exatamente, por sua misteriosa vestimenta, era o Zorro.

A sua espada, fina, pontiaguda e rápida, fazia a molecada vibrar a cada golpe que desenhava um Z na testa dos bandidos.

Era um frenesi.

Por isso, nas nossas brincadeiras, o Herói era o mais disputado. Todos queriam ser ele.

Poucas vezes eu consegui ser o Zorro.

Mas a minha espada estava sempre bem preparada. Era um pedaço de bambu ainda verde, bem flexível, com a qual eu derrotava pilhas de inimigos invisíveis.

O tempo passou e a minha espada esquecida na minha jornada, que me propiciava vencer todos os meus inimigos, foi substituída por uma outra espada.

Este artefato para vencer na vida foi substituído, pelo conhecimento, pelas palavras e pelo trabalho, se constituindo na Espada necessária para viver a realidade.

Na minha lida, passo o tempo brandindo a minha nova arma e, muitas vezes, sinto imensa saudade da minha Espada de Bambu, com ela, por certo, fragorosas derrotas teriam sido transformadas em grandes vitórias.

Pondero, no entanto, que apesar de me fazer invencível, ela nunca me teria transformado num ser útil ao meio em que vivo. Nunca me teria trazido tantas informações, nunca me teria feito vivenciar incríveis perigos, amealhando aqui e ali a sabedoria que só a vida consegue nos impor.

Entretanto, nunca deixei de viver sonhos. Importantes momentos de minha vida, na atualidade dedico, ainda, a esforços para brandir minha Espada de Bambu, sempre flexível, alcançando os meus inimigos com golpes certeiros da minha capacidade de achar saídas necessárias e adequadas pra vencer os  problemas da atualidade.

Os grandes estudiosos da mente humana, aqueles que mapeiam as atitudes dos homens, com certeza, ficariam impressionados com a contribuição da minha Espada de Bambu na formação da minha personalidade. 

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