segunda-feira, 7 de julho de 2008

Capítulo XXVI - Dai Gratuitamente o que Gratuitamente Recebestes - 1


A vovó, de saudosa lembrança, pacientemente, sem fazer conta do choro estridente do nosso irmãozinho, repetia sobre o peito dele o sinal da cruz.

Como por encanto, o choro cessou e a criancinha dormiu sossegadamente.

A vovó, na sala de sua casa mal iluminada pela lâmpada mortiça, em virtude da energia elétrica ser muita fraca, pela nossa visão, parecia lâmpada fluorescente, com voz fraca recomendou: mãe, faça chá de camomila e vá dando aos pouquinhos para o neném.

Muito tempo se passou e hoje, graças ao estudo da doutrina espírita, aquela cena, simples e extremamente piedosa, para nós, passou a ser o exemplo vivo deste capitulo do Evangelho de JESUS.

Lembramo-nos da fila de mães, com os filhos enrolados em cobertores para fugir do frio, com rugas de preocupação, aguardando pacientemente a sua vez de ser atendida pela vovó. Quantas horas a já vergada pelos anos, destinava de sua vida, para dar àquele povo o consolo daquele atendimento abençoado.

Vovó, segundo nos contava, não aprendera com ninguém a benzer. Intuitivamente, num momento da sua vida, sentiu nela a força estranha que a levou começar os atendimentos.

Sobre mim abria se um guarda- chuvas de luzes de indiscritível beleza e alguma coisa, não sei se voz, colocava no meu cérebro aquilo que devia fazer e receitar para que a criança, de fato, melhorasse de seu mal, graças à DEUS, dizia ela.

Vemos hoje, em nossa experiência na vivência espírita, muitos médiuns a se desdobrarem para levar o consolo aos irmãos que procuram os Centros Espíritas. Na sua grande maioria, são pessoas que não aparecem alardeando o seu trabalho. Irmãos abnegados que cuidam dar gratuitamente aquilo que gratuitamente receberam.

Sobretudo, as VOVÓS de ontem e os IRMÃOS ABNEGADOS de hoje, são os exemplos a serem seguidos. No mundo deste século que termina daqui a pouco, e segundo a nossa avaliação, de fato são eles que, em meio à ganância por bens materiais, desfraldaram a bandeira dos valores espirituais que através do amor privilegiaram o ser humano como o seu mais importante destinatário.

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