sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ser ou não ser


Meu filho foi todo contente para uma palestra, em São Paulo, da Microsoft.
Morri de inveja.
Mas, assumi minha total incapacidade de assistir tal palestra.
O “novocabulário” introduzido na língua portuguesa pela informatização, não o domino, me é, penosamente desconhecido.
As dificuldades começam desde o manuseio do “mouse”, cuja conformação, embora adequada, pela rapidez da resposta nos coloca alucinados a apertar o teclado esquerdo, querendo que a máquina responda mais rápida do que ela pode responder.
Gozado isso.
Sem essas máquinas as coisas eram feitas devagar, quase parando, e levavam dias para serem compostas, hoje apesar de toda a velocidade, ainda nos surpreendemos exigindo mais.
Os recursos das máquinas transcendem a nossa imaginação, mas os meandros dos cliks, do vocabulário e dos benditos programas, nos enredam em desesperados entra aqui sai ali, para nunca encontrarmos o caminho certo para que um texto tenha um desenho mais simpático.
Tentem usar o Power Point transferindo figuras daqui para não sei onde, e mais, tentem dar a estas figuras um movimento para realçar-lhes a beleza. Tentem, mas não chutem a mesinha, pois ela não tem culpa de vocês não saberem lidar com esta abençoada máquina.
Isso tudo que relato é, apenas, um pouco da enormidade de recursos que os computadores colocam a nossa disposição, e que ainda vai demorar um bocado até aprendermos, desconfio que só na outra encarnação é que conseguiremos.
Este labirinto à prova de GPS, no entanto, há que ser dominado, mais tempo, menos tempo, conseguiremos pilotá-lo a contento.
Por enquanto nos resta o sentimento de que sabemos que o computador possui grandes e inteligentes recursos, mas coitado, ele não sabe que somos burros.

Nenhum comentário: