sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Feliz Ano Novo, sem a CPMF



O ano de 2008 começa com o pé esquerdo para o Governo Federal.
Via derrota no Senado o Governo viu-se sem cerca de 40 bilhões de reais para o ano que começa.
Segundo os notáveis do Governo, todos vão ter que se “virar” para adequar o Orçamento à perspectiva corrigida da arrecadação.
Na verdade o Governo do Presidente Lula passou estes anos todos em lua de mel com os bolsos cheios.
Fez o que devia e fez, também, o que não devia, segundo a oposição, gastando dinheiro em coisas supérfluas e que elegeram como a principal representante desta gastança, a criação de cargos preenchidos pelos indicados pelos componentes da base governamental.
Com certeza isso aconteceu.
Mas, coisas importantes foram incrementadas, sendo a campeã A Bolsa Família, tida e havida, com certo exagero, como a responsável pelo aumento expressivo do consumo.
Teria a oposição sentido ciúmes pela oportunidade desta bolsa família? Porque não promoveram quando estavam no governo, tal programa?
Sem querermos aprofundar para não tirar o humor de ninguém, apresentamos outra expectativa criada, mesmo que um tanto tímida e escondida.
Falamos da necessidade criada de um super planejamento, pois nenhum Governo pode prescindir no meio do jogo de 40 bilhões no seu Orçamento.
Mesmo querendo criar uma saia justa para o Governo, a oposição acabou criando um fato novo, por meios tortos, obrigando o governo a pensar em otimizar as suas despesas.
Ora, o mundo dá voltas e, sinceramente, esperamos que o legislativo brasileiro, de vez, entre na era de olhar o progresso do Brasil com muito mais seriedade do que até agora olhava.
O tempo do obelisco na praça parece que está ficando para trás.
Não se pode, no entanto, deixar de realçar o fidelidade à democracia mostrada por ambos os lados, muito embora, pudessem muitas cabeças participantes, estarem pensando diferente.
Esperamos que o Governo não fique chupando os dedos e, nem tampouco que a oposição consiga o seu intento de fazer valer um velho chavão: quanto pior melhor
Assim, todos teremos um Feliz Ano Novo.

sábado, 22 de dezembro de 2007

O Espírito do Natal


O Espírito do Natal não é coisa de se instalar, com facilidade, no ser humano, apesar de todos os anos as comemorações acontecerem de diversas maneiras.

Não que o homem não queira, mas sim, porque ainda não aprendeu que esta época é a melhor para enfrentar as vicissitudes da vida.

Podemos dizer melhor.

Muitos se entregam às blasfêmias por não terem as mínimas condições de presentear, ou bancar uma mesa farta.

Outros tantos enchem as toalhas caras de alimentos sofisticados e presenteiam fartamente os que os cercam.

Num e noutro caso é evidente que o ser humano, ainda, não atinou com a verdade da vida.

Podemos contar as exceções, mas são muito poucos.

Por isso, nos apressamos a apresentar o caminho para que a felicidade possa acontecer, tanto na falta quanto na fartura.

O caminho é um só e pode ser tão simples quanto retumbante, pois o seu valor não esta nas aparências externas e sim no quanto é possível cada um doar.

Simples ou retumbante prepara o homem para encurtar as distâncias que separam os corações irmãos que não conseguiram, por enquanto, falar a mesma língua, pois estão ocupados com os seus aprendizados, ora sob a luz, ora sob o ostracismo.

Portanto, a recomendação é a da renúncia quando das impossibilidades e do desejo de repartir quando das farturas.

Estamos falando do amor.

O amor que não se nega a acreditar no Papai Noel, pois ele representa a entrega quando, de impossibilidades ou de farturas, acima de tudo, o ser consegue amar.

O básico é isso aí.

O restante, o sorriso, o abraço, a compreensão, a doçura, a humildade, a caridade, companheiros inseparáveis do amor, brotarão, em quantidades importantes, igualando os diferentes.

Daí, o espírito do Natal estará instalado nos corações, tornando as festas de cores e satisfações, em verdadeiras bênçãos.

Assim, estendam as mãos, certos de que nelas, retirada dos corações, esteja toda a quantidade de amor que cada um pode oferecer.

Tenham todos um Feliz Natal!







sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Capítulo XII - Amai aos vossos inimigos - 1


Mateus, Cap. V, v.20 e 43 a 47.
Lucas, Cap. VI, v. 32 a 36.

“Não é preciso nunca retribuir injustiça por injustiça, nem fazer mal a ninguém, qualquer seja o mal que nos tenha feito. Poucas pessoas, entretanto, admitirão este princípio e as pessoas que estão divididas não devem senão se desprezar umas às outras”
Sócrates/Platão


Entre os ensinamentos de JESUS, nenhum causou tanto espanto, como a recomendação de amar os nossos inimigos.

Mas, aos atentos seguidores da doutrina espírita, não.

Ela ensina, principalmente, que a nossa evolução espiritual, por vontade própria ou incondicionalmente, é meta estabelecida pelo nosso PAI CRIADOR. E que fomos criados, puros e ignorantes.

Através de nossas inúmeras encarnações, usando o nosso livre-arbítrio, experimentamos vivências temperadas pelo bem e pelo mal, até que cheguemos ao estado de pureza e de sabedoria.

Incontestavelmente, todos nós, de maneira mais ou menos acentuada, temos consciência do que seja o bem e o mal, e que, de maneira mais ou menos acentuada, sentimos necessidade de praticarmos o bem.

Aqueles, dentre nós, que conseguem praticar o bem, independente das dificuldades e sacrifícios enfrentados, mais rapidamente estarão cumprindo a meta de evolução espiritual, prescrita pelo nosso PAI CRIADOR.

Por isso, entre os grandes males aos quais estamos sujeitos, está o de arranjarmos inimigos.

O nosso egoísmo, a nossa desatenção, a disputa, a maledicência, o ódio, a perseguição, acabam conseguindo para nós os nossos inimigos.

Se perdoá-los, pura e simplesmente, fosse o suficiente, tudo bem. Mas, não; JESUS ao nos ensinar o que o nosso PAI CRIADOR determinou, disse: Amai os vossos inimigos.

Como amar um inimigo?

A interrogação é digna de todos nós, que somos, ainda, um tanto ignorantes.

A lição vamos buscar nos exemplos de JESUS DE NAZARÉ que na cruz, já quase sem forças, num fio de energia, conseguiu dirigir-se ao nosso PAI CRIADOR, dizendo: PAI, PERDOA-OS PORQUE ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM.

Graças a ensinamentos como este o nosso mundo progrediu e ninguém se verá em situação tão extrema como esta.

Assim, a decisão pela evolução espiritual, mudando-nos interiormente, fornecerá as forças necessárias, para perdoarmos e amarmos os nossos inimigos.

O sentimento despertado em nós aí, não é vulgar, mas, que respeita, que reconhece direitos, que aceita o outrora inimigo, agora amigo, como personagem indispensável ao nosso crescimento e ao qual devemos gratidão, pela oportunidade de termos despertado em nós um amor especial que, se correspondido, não um, mas dois espíritos se iluminarão para a glória de nosso PAI CRIADOR.

Além disso, não poderemos imaginar quantos espíritos serão beneficiados pela emanação das energias positivas advindas desse momento de triunfo do BEM.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O totalitarismo é indesejável


O Presidente Lula, nesta semana, acabou por assustar o mundo político quando, se referindo ao Presidente da Venezuela, disse:

- Pode se falar o que quiser da Venezuela, mas não se pode falar que lá não há democracia.

Disse mais:

- Há pouco tempo, democraticamente, lá aconteceram consultas à população, em pleitos convocados pelo Presidente Chaves.

Com certeza, o Presidente Lula não buscou na história recente do nosso Brasil, a grande lição de Democracia que foi a sua eleição para a presidência da República.

A grande diferença é que, embora os que detinham o poder pudessem, através de consulta ao povo ou, então, através de aprovação no Congresso Nacional, perpetuar a permanência à frente do Governo Brasileiro, não fizeram.

Sofreram por ter que entregar o poder, mas entregaram-no, democraticamente, ao eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Isto é, consagraram a Democracia, permitindo mesmo, que adversário de formação ideológica diferente chegasse ao poder, exaltando o mais importante neste processo que é a alternância do poder.

Na Venezuela, o Presidente Chaves, usando um momento de popularidade, tenta enfiar goela do povo abaixo, a sua perpetuação no poder.

Mostrando com isso que é sedento de poder e só fala em Democracia se for para satisfazer os seus anseios totalitários.

O oportunismo do Presidente Chaves, pela situação atual da política na América do Sul é um péssimo exemplo, que deve ser recriminado por todos.

Por isso, a fala do Presidente Lula soou mal na comunidade internacional, que vê um latino-americano, Presidente Chaves, achar que no mundo globalizado de hoje, ainda, tenha lugar para regimes ditatoriais.

Assusta todos os brasileiros que o seu Presidente esteja alinhado com os anseios de um homem avesso ao exercício de oposição ao seu governo e que não mede as conseqüências de suas falas espetaculosas.

Não é bom para América do Sul, não é bom para o Brasil e, acreditamos que não seja bom para a própria Venezuela, o posicionamento do senhor Chaves e do senhor Luiz Inácio Lula da Silva.




quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Para onde vamos


Qual será o destino do homem?

Graças à sua imprevidência, gastando tudo e mais um pouco dos recursos da natureza, agora ele está a mercê do rápido esgotamento da capacidade do planeta, que lhe começa a negar quantidade necessária de certos materiais.

A defasagem entre o conhecimento científico e da necessidade de consumo, acabou colocando no seu próprio colo uma bomba relógio, que vai explodir inexoravelmente.

Com os cientistas alertando e processando dados cada vez mais reais, não resta muito a fazer senão tentar conter a velocidade do esgotamento.

Por outro ângulo, no entanto, temos aqueles que afirmam que teria sido impossível deter a marcha do progresso.

Afirmam, ainda, que as descobertas científicas que estão a caminho, com certeza, proverão aquilo que se esgotar por outros materiais, que segundo a progressão de tudo no universo, substituirão com vantagens os que se esgotaram.

Seja lá como for o futuro passou a ser uma afirmativa triste de dias de sofrimento para todos os homens que encarnarem neste planeta.

Qual seria, então, a postura do povão mediante esta afirmativa?

Na verdade, o povo, como sempre aconteceu, acabará sendo dirigido e em muitas circunstâncias tangido pelos melhores dotados, que acabam manipulando o direcionamento do consumo e detêm o controle financeiro do mundo.

Por isso, trabalhar, trabalhar e trabalhar é a palavra de ordem.

Mas é só trabalhar? Perguntarão os mais angustiados.

Claro que não. Isto seria falta de confiança em quem nos criou.

Que não criou este universo tão grandioso, para que terminasse melancolicamente, por falta de atenção dos seus moradores, mesmo porque, nós os próprios moradores, não podemos sumir do palco das criações sem que isso seja uma incoerência de quem nos criou.

Segundo alguns religiosos nós somos iguais as nossas obras e que somos imortais, eternos.

Portanto, a esperança deve ser a nossa melhor companheira em nossa vida.

Se vamos enfrentar a barra do esgotamento do planeta, ou se o nosso corpo vai se adaptar ao meio insípido, ou até mesmo imigraremos para outros planetas via renascimento ou viagem cósmica, só vamos saber quando a hora chegar.

Então, trabalhe, trabalhe e trabalhe, para que o seu esforço lhe dê direito de pegar a melhor condução em direção aos desígnios do Criador.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Capítulo XI - Amar o Próximo Como a Si Mesmo - 1


Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a este: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. – Toda a Lei e todos os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.
S.Matheus, cap. XXII, v. 34 a 40

Na nossa atual encarnação, no contexto de progresso do planeta em que vivemos, apesar de termos, ainda, pouca iluminação espiritual, sentimos a necessidade de convivência pacífica com os nossos irmãos.

Nesta convivência os nossos instintos têm prevalecido e, por isso, entremeado com sorrisos, o nosso egoísmo tem comparecido em nível importante.

Estamos arraigados nas nossas necessidades básicas como se fossemos os únicos a necessitar, morar, estudar, comer, trabalhar e progredir. Disputamos a posse das coisas perecíveis às cotoveladas e argúcias que mostram o quanto estamos longe dos melhores sentimentos.

Todos os momentos históricos convulsionados, pelos quais passaram a humanidade, como se fosse alerta divino, determinaram progressos no relacionamento entre os homens.

Paralelamente, temos visto o homem progredir em esforços individuais, às vezes direcionados pelo sofrimento e, em outras, por determinação própria.

Na verdade, estamos longe do ideal. A ciência está disparada à frente da moralidade.

A vinda à Terra de JESUS, nosso irmão maior, exemplificando a LEI DIVINA, não foi em vão.

Já lá se vão dois mil anos e testemunhamos acentuado progresso. Mas, é preciso muito mais.

A vigência da LEI DO AMOR pressupõe o crescimento interior do homem. É preciso que ele saia do seu estado instintivo que faz dele um lutador em pról da sua sobrevivência e caminhe para um estado em que ele seja peça fundamental na sobrevivência de todos. É o estado de sentimento verdadeiramente adequado para que o AMOR não conheça fronteiras.

Por isso, devemos nos reavaliarmos para conhecermos a intensidade do nosso estado de sentimento.

A evolução espiritual é meta incondicional estabelecida pelo nosso PAI CRIADOR, e a nós criaturas cabe, no entanto, escolher o caminho, graças à SUA misericórdia, se da depuração ou do aprendizado.

Afirmam diversos mensageiros espirituais que o nosso PAI CRIADOR não nos destina fardo que não possamos carregar. Por isso, devemos estar sempre vigilantes para aproveitarmos as oportunidades que se apresentem no sentido de amarmos os nossos irmãos como a nós mesmos.

Quanto mais amor, mais caridade, mais humildade, mais paciência, mais fé, mais esperança, mais renúncia, enfim, melhores sentimentos.

Além do mais, o planeta Terra, casa do nosso PAI CRIADOR colocada à nossa disposição para podermos buscar o nosso crescimento espiritual, brilhará mais lindamente azul entre os bilhões e bilhões de planetas deste abençoado universo, se nele só existir o AMOR.

sábado, 17 de novembro de 2007

Capítulo IX - Bem Aventurados os que são Brandos e Pacíficos -1


Cap. IX – Evangelho Seg. o Espiritismo
(Mateus Cap. V, v. 5,9,21 e 22)

Analisando o nosso dia-a-dia nos vemos, em alguns momentos, dizendo palavras descorteses que mostram, ainda, o quanto somos necessitados de nos melhorarmos interiormente.

Ao longo de nossas vidas, na escola que freqüentamos e, até mesmo em nossos lares, onde recebemos, através de nossos professores e de nossos pais, ensinamentos de bons modos, em vários momentos, surpreendemos eles próprios, também, dizendo palavras descorteses.

Isto é um fato.

É evidente, portanto, que toda a humanidade, com raras exceções, precisa lutar para se modificar interiormente.

Não temos a pretensão de apresentar a receita para esta modificação, e, sim, conforme o nosso entendimento, mostrar a necessidade de um treinamento que nos leve a sermos BRANDOS E PACÍFICOS .

A AFABILIDADE E A DOÇURA, no tratamento com os nossos irmãos de viagem, encarnados, devem ser uma constante.

Haveremos de nos defrontar com aqueles que querem levar vantagem em tudo, mas, dizermos “não” às suas pretensões, não pressupõe descortesia em nossa resposta.

O nosso papel é tratarmos estes irmãos, apesar de suas proposições descabidas, sem deixarmos a nossa adrenalina cristalizar rispidez. Podemos, isto sim, sermos veementes ao escolhermos palavras que claramente expressem a nossa posição e a nossa recusa. O nosso coração, no entanto, deve permanecer aberto para um relacionamento, que hoje se mostra desastroso e interesseiro e que, amanhã, baseado na nossa AFABILIDADE E DOÇURA, poderá florescer no entendimento fraterno, entre todos, de aprendizado de bom viver com vigência pela eternidade.

A PACIÊNCIA, também, é poderoso instrumento de iluminação espiritual. É, no entanto, a mais difícil de usarmos, pois ela se faz necessária, principalmente quando em nosso corpo se instala a dor.

Precisamos ter em mente que hoje, se pacientemente suportarmos as adversidades que nos trazem as dores, estaremos dando passos importantes em direção à nossa redenção espiritual.

A nossa recomendação, temos certeza, soa um tanto simplória. Mas ficamos a imaginar quantos irmãos, que entusiasmados por ela, passem a usar a PACIÊNCIA.

É certo que JESUS, nosso irmão divino, estará a todos nos amparando e abençoando.

À LEI DE DEUS, devemos obediência. Estamos encarnados e regidos por ela.

Se formos BRANDOS E PACÍFICOS, apesar da sua vigência, estaremos nos corrigindo por vontade própria. Senão, estaremos sendo enquadrados nela, a qual nos imporá a merecida pena, cuja eficácia se medirá pela intensidade de nossa resignação.

Neste mundo de expiação e de provas, tudo o que precisamos é aprender a fazer o bem, não por lembrança de termos de fazê-lo, mas, porque no treinamento diário, já o tenhamos, naturalmente, instalado em nosso ser.

Quando não conseguirmos entender, enfim, aquilo que nos impõe algum tipo de sofrimento, não deixemos aflorar a CÓLERA. Tenhamos FÉ e confiemos que JESUS DE NAZARÉ estará junto ao nosso PAI CRIADOR, nos olhando e cuidando, para que não nos aconteça nada além daquilo que de fato precisamos, para o nosso crescimento espiritual.