sexta-feira, 30 de abril de 2010

Conheça o homem

É no Fragor da luta que o homem se supera.

É nos momentos de extrema exigência dos reflexos físicos que o homem mostra a sua real capacidade e o seu tamanho moral.

Há os que, quais animais, defendem-se apresentando os seus instintos, sem limitar o mal que podem fazer. São os ignorantes. Merecem a nossa máxima atenção.

Há os que, acovardados pela pressão, reagem quais animais fracos e se deixam dominar pelo medo. São os inseguros. Merecem o nosso contínuo auxílio.

E há os que, malgrado os espinhos que rasgam sua carne, fazem o que tem que ser feito, com a firmeza da sabedoria e a delicadeza da grandeza espiritual. São os que, de fato, aproveitaram a vida que Deus lhes deu para progredir. Ensinam com os exemplos. Merecem o nosso respeito.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Força da nossa Dor



Não sejam em vão os sofrimentos.

Em cada dor há uma lição.

Basta que nós usemos a nossa tenacidade, para, nos moldes das lutas marciais, usarmos a FORÇA DA NOSSA DOR em favor de nossa iluminação espiritual.

O corpo e o espírito formam um conjunto, cuja luta na vida tem por objetivo o progresso do espírito que tem que se tornar PURO E SÁBIO, para servir aos desígnios de DEUS.


sábado, 10 de abril de 2010

As pequenas gigantes

A semana foi particularmente tumultuada.

Imaginem que as formigas resolveram atacar o meu pequenino jardim e estão acabando com os brotos das roseiras.

Quando não entendemos da coisa a tendência é a complicação tomar conta e os desentendimentos, como milagres às avessas aparecem para complicar, ainda mais, os problemas.

A roseira amarela, cuja muda ganhei e que já tinha um lindo broto, parece, foi vitima, também, destas pragas vorazes e diminutas, que nunca param para que possamos dar-lhes umas chineladas.

Está certo que as formigas precisam destes brotinhos para que as suas refeições possam ficar garantidas, lá nos misteriosos e profundos formigueiros, mas bem que elas podiam ter escolhido brotos de outras plantas.

Tanto capim aqui e por toda a parte e elas escolhem exatamente os brotinhos das plantas mais bonitas.

Pensando bem, bem mesmo, ao final vamos ver que elas são iguaizinhas aos homens. Quem é que troca um belo contra filé por um bife batido de coxão duro? Ou então, troca um bom filé de dourada por uma sardinha enlatada? Ou ainda, quem haverá de trocar um mingau de maionese com creme de cebola, por um bom bolinho de bacalhau.

Então nada a reclamar das formigas.

Porém o problema exigia uma atitude e fui ter com a minha amiga, Dona Maria que me ajuda a compreender e a entender o mundo em que vivemos.

— Bom dia dona Maria.

— Bom dia seu Vernil.

— Vim pedir socorro à senhora, pois as formigas estão acabando com o meu pequenino jardim!

— Bateu na porta errada, seu Vernil, o meu problema é igual ao do senhor, pois as danadas das formigas estão atacando as minhas plantinhas também. Já fiquei de guarda por quase um dia inteiro e as danadas, tenho certeza, se fazem invisíveis e levam os brotos mais bonitos. São danadas as pequeninas.

Visto a realidade, resolvemos depois de consultar um vizinho que nos pareceu um tanto sábio, investir numa pastinha que prometia acabar com todas as formigas.
Eu fui o escolhido para ir ao supermercado comprar a pastinha da salvação. Havia 3 marcas e, todas elas, se diziam milagrosas no combate às formigas. Os preços estavam salgados para nós aposentados, mas no final comprei uma de caixa mais bonita e me juntei à dona Maria para a grande batalha.

Na casa de dona Maria, eu procurei, o marido dela procurou, ela própria procurou e nada de acharmos o bendito formigueiro onde deveríamos aplicar a pastinha.

— Vamos lá na minha casa, talvez seja mais fácil.

Que nada. Procura aqui, procura ali, chamamos um dos vizinhos para ajudar e nada dos benditos formigueiros aparecerem.

Por fim combinamos espalhar pelos canteiros e vasos a tal de pastinha para ver o resultado.

Estamos agora na expectativa do resultado.

Mas já é consenso entre eu e minha amiga que, caso não se resolva os problemas da minha e da sua casa, iremos buscar na zona rural um especialista em guerrear com formigas, pois o show que as bandidas estão dando em todos nós já passou dos limites e, agora, o caso virou questão de honra: ou acabamos com as formigas
. . . ou, então, vamos ter que mudar de casas.

É bonito isso?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Casa ... O Lar...

A nossa CASA de pedra, construída com tanto amor, conserva as energias positivas. Constitui-se, portanto, em fonte pronta para receber o poder do homem, afim de se transformar num LAR. O casal, os filhos e suas emanações darão ao LAR a qualidade.
A convivência educada para estabelecer a comunicação objetiva, é a base para o entendimento. Daí os objetivos comuns, os esforços conjugados, a divisão das tarefas, o planejamento familiar, enfim, os exemplos aos filhos, serão realidades.
O lar que se estabelece sobre essas realidades não conhecerá dificuldades para encarar o mundo e seus largos passos de modernismos.
O homem naturalmente é o cabeça e, como nunca, nos dias de hoje, precisa compreender as transformações.
O homem compreenderá a mulher que sai para o trabalho para reforçar o orçamento da família. Além disso, substituirá a companheira na sua ausência, para ajudar na educação dos filhos, dedicando mais espaço do seu tempo para essa finalidade. Assim, a mulher continuará sendo o seu principal apoio e a sua principal aliada para garantir o sucesso da família
Essa harmonia fará com que ambos constituam a cabeça da família que transformou uma CASA num verdadeiro LAR.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Amar um ou outro

Amar o ser ou transformá-lo em objeto mostra a qualidade do espírito.
É bom lembrar que a experiência é item necessário para avaliar a qualidade.
Compreendemos que os mais novos amam o objeto atendendo a necessidade de vivenciar experiências. Daí constatarmos na infância tantas quedas e tantas queimaduras e na mocidade tantas decepções e tantas posições diferentes diante dos problemas.
Em cada uma das experiências ao ser são acrescidas sabedorias.
Também é bom lembrar que mesmo na idade mais adulta a necessidade de vivenciar experiências é uma realidade, não cessa nunca no ser a vontade indômita de estar descobrindo coisas e mais coisas.
Podemos dizer o que todo mundo já diz, que esta disposição do ser em buscar coisas novas é a principal razão da vida.
Em cada momento do tempo, cada ser vivencia as experiências necessárias para estar sempre complementando o que sabe.
Por isso, tantas diferenças.
Algumas vivencias são extremamente violentas e colocam o ser mediano que habita este planeta indignado. Não consegue compreender os momentos chocantes que ferem o seu íntimo.
Mesmo as vivencias, digamos, santificadas, não são bem compreendidas, pois se credita aos protagonistas uma qualidade que lhes seriam próprias, sem levar em consideração que estes mesmos protagonistas já representaram, no teatro da vida, peças violentas e, com certeza, aqueles que vivenciaram experiências violentas, terão sua participação santificada no seio da humanidade da qual faz parte.
Cada qualidade no seu momento no tempo.
Assim, as reações de todos têm que ser compreendidas dentro do estagio em que o ser se encontra.
O ser precisa dos seres a compreensão e auxílio.
A Justiça, dos homens, ao longo do tempo, como um torniquete, vai apertando os seres para que se mantenham dentro de parâmetros de qualidade já incorporados às vivências, valorizando a vida e o direito que seus detentores conquistaram em meio às violências ou atitudes santificadas que pontificam aqui e ali, construindo a sabedoria média da humanidade que, infelizmente, ainda está longe de uma vivência de paz.
Sabedoria: Alerta. A distância entre a santidade e a violência é um fio de navalha!

domingo, 21 de março de 2010

A velha velhice nova

Eu era assim... Faz tempo.
O homem é um eterno descuidado.
Nem tanto pela sua natureza, mas mais pelas necessidades de sua atenção, que comumente voa de um extremo a outro da vida, trazendo-o extremamente ocupado.
Quando novo este fenômeno é mais acentuado e à medida que o tempo vai passando, até pelo tempo decorrido, suas respostas aos estímulos do meio começam a ser mais vagarosos.
É assim que o homem maduro fica cada vez mais atencioso e observador.
Passa a ver as belezas que o cerca, num mundo de cores e formas que começam a encantá-lo e que a mocidade, na velocidade do viver, escondia dele.
Não há, no entanto, mal que para sempre dure e, por isso, na maturidade o homem começa a viver, fazendo jus ao ditado que sabiamente vaticina que a vida começa aos 40.
O canto dos pássaros chama a sua atenção e o homem passa a ser um deslumbrado com as antenas de TV, onde as pequenas criaturas escolhem para fazerem os sons que lhes competem na vida. É o Bem Te Vi barulhento, a Rolinha discreta, o Pardal audacioso, o Quero-Quero bravo, o João de Barro com sua arrelia e, até mesmo, o Sabiá com seu canto triste, povoam a sua sensibilidade despertada pela experiência.
Isso tudo, no entanto, tem um preço. O preço da realidade.
Está certo que olhando no espelho eu, por exemplo, que estou nesta fase da vida, me via, ainda, guapo e belo. Aliás, pensava-me guapo e belo.
Não levei em consideração o meu descuido e sem isso não vi o tempo passar e marcar-me com as suas cores puxadas para o pastel.
Esta realidade, como só acontece na vida, chocou-me e abalou o meu alicerce, rachando o reboco da mocidade que, insistentemente, eu pensava, ainda, cobrir o meu rosto.
Foi uma chamada à consciência.
Porém, nada me abalou tanto, mesmo com esta consciência já em mim, quando vindo para o trabalho no programa Fatos e Debates, num ônibus da SMTCA, uma senhorita, novinha em folha, bonita e de olhos verdes, levantou-se e educadamente ofereceu-me o seu lugar para que eu me sentasse.
Confesso que no primeiro momento fiquei sem saber o que fazer e agradeci a gentileza.
Nos momentos seguintes, no entanto a realidade atingiu-me como um direto de direita do Maguila.
Foi então que eu percebi o porquê as flores, o céu, as estrelas, a lua, as montanhas, o mar me parecem mais belos, hoje. A experiência de minha vida esta no meu rosto.





sábado, 13 de março de 2010

Tudo a serviço do progresso

Somos daqueles que acreditam que a vida tem que ser vivida intensamente.

Assim entendida, como o uso de todas as potencialidades do ser.

Aliados as suas possibilidades químicas, físicas e mentais, que o transformam na mais perfeita criação de Deus.

Por isso, a vida de cada um tem que ser vivida como se fosse uma Olimpíada, melhor dizendo para melhor expressão, a última Olimpíada da vida de cada um.

É, por assim dizer, um convite a todos para buscarem nas suas potencialidades aquele algo mais, que todos têm, e que acaba caracterizando os grandes campeões.

Entretanto, não podemos nos enganar, a vida não é só a disputa de um jogo.

Ela é um tanto mais.

Ela é a possibilidade de progresso do ser completo, que tem para com o Universo um compromisso grandioso.

Particularizando o nosso pensamento podemos dizer, então, que todo ser humano precisa usar todas as potencialidades que Deus colocou à sua disposição, para que consiga engrandecer-se.

Assim, os momentos de fúria, de raiva, de sensatez, de calma e de racionalidade, pelos quais o homem passa, serão momentos únicos nos quais a sua atuação vai direcionar as suas passadas em direção à progressão.

É bom lembrar que os seus pares, cujos anseios não são iguais ao dele, exigirão verdadeiros malabarismos para que as suas atitudes não se percam no mundo de iniqüidades.

Portanto, é preciso que ele tenha em mente, de cor e salteado, para melhor ficar explicado, que a progressão só se dá, mesmo nos momentos de fúria se na adrenalina que for injetada nele tenha elevada quantidade de moralidade.

Essa moralidade que faz com que o homem de bem, enxergue os outros como seus irmãos, que de fato são perante Deus, e estejam por justiça entre aqueles que merecem os esforços dele endereçados ao bem comum.

Assim é que, a correção da mãe e do pai serve para encaminhar o filho, também, na vida os mais esclarecidos podem usar todos os meios, inclusive o da fúria para ajudar a progressão de todos.

Parece um contra-senso, mas não é.

Quando um mestre de obra, vendo o perigo que corre o seu operário, age com rispidez, com fúria mesmo, para salvá-lo, usou na sua mistura química dose elevada de amor pelo próximo, como nos ensinou o mestre Nazareno, levando a cabo a sua atitude que se coroou de êxito, colocando a salvo o incauto companheiro.

Portanto, aos que querem servir a progressão da humanidade, para quando agirem com raiva ou ternura, obterem sucesso nos seus intentos, recomendamos, desde já o costume da reflexão e análise da vida.

Para que cheguem à conclusão que a vida é tão bela, tão complexa e tão cheia de possibilidades que não é apenas a sucessão de nascer, viver e morrer.

É muito mais.

E aprendam que Deus não teria criado obra tão perfeita, se não tivesse dado ao homem a vida eterna.

Somos um daqueles que acreditam nesta afirmativa..

E você já pensou nisso.





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