segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dividindo o peso


O Trabalho é, sempre, a ponta diamantina que burila o espírito nas suas encarnações.

Por isso, nada que possamos fazer ou pensar prescinde da ação que dignifica o homem e dá lhe a oportunidade de redimir-se.

Assim, meus irmãos, que cada um erga o peso que lhe cabe, para que a vida de todos não se transforme em algo impossível de se levar.

domingo, 9 de maio de 2010

Mamãe



Há 32 anos ela se foi.

O engraçado é que, em quanto viva, parecia a mais comuns dos mortais.

A convivência fazia todos nós sentirmos assim.

Entretanto, após a sua partida, nos momentos que cultivamos as suas lembranças, ela cada vez mais aparece importante, esclarecedora, encaminhadora das nossas vidas e junto com a saudade de sua presença, bate em nós a culpa de não termos aproveitado integralmente o benefício de sua vida missionária.

Ela se foi muito cedo.

Os partos de sua prole, ao todo 10 filhos, por certo, prejudicaram a sua saúde e acabou determinando a sua saída de cena, deixando todos nós meio que perdidos.

Lembro-me, no começo, quando éramos 2 tudo era mais fácil. A sua assistência de mãe zelosa cobria-nos de carinho.

Com o passar do tempo e o aumento dos filhos, cada vez mais exigida, teve que dividir as suas atenções e, evidentemente, tivemos que nos contentar com a sua enorme paciência.

Além da quantidade, a qualidade das traquinagens, por certo, teria levado qualquer mortal ao desespero, ela não.

Desenvolveu uma espécie de controle de qualidade e, sempre, elegia destinar os seus cuidados para aquele de nós que, com suas peripécias, colocava alguma coisa em risco.

Com isso, cada um de nós, os 8 sobreviventes, recebeu dela o carinho e o zelo de mãe.

Depois, mais crescidos, com algum entendimento, assistimos crescer nela a capacidade de liderança, via um especial jeitinho de contar histórias, onde conseguia se expressar como poucas pessoas conseguem.

A liberdade de todos nós era uma realidade e, no entanto, todos tínhamos aquele sentimento imperioso de nos apresentarmos a ela, sem que nunca nos tivesse cobrado isso.

— Mãe, vou jogar bola lá no circulista.

— Mãe, vou ao baile no Grêmio.

— Mãe, vou na casa de fulano.

Sempre dávamos a nossa direção e, ao retornarmos, encontrávamos sempre o café quente e o almoço pronto.

Nem sempre eram flores. Quantas vezes, fugindo do seu controle, fomos apanhados na beira do ribeirão nadando, pagando a falta com uma correria, temperada com belas e precisas chicotadas no lombo. Na verdade, esses momentos, doloridos, foram muito aquém daquilo que, sinceramente, merecíamos.

Marca hoje, em todos nós seus filhos, a nossa incapacidade de compreensão.

Nos momentos de conversas, novos e inexperientes que éramos, achávamos que os seus ensinamentos não eram os corretos e, em cima de nossa "sabedoria burra" não utilizamos as suas verdadeiras pérolas que nos ensinavam a encarar a vida com sucesso.

Hoje nos lembramos disso e nos bate a angústia. Pois foi preciso ela sair da vida para que o seu verdadeiro valor fosse estabelecido.

A sua imagem é forte dentro de mim, expressivamente, a sua foto, que nos presenteou o irmão mais novo, impera lá em casa.

Beijá-la fisicamente é impossível, porém, nas minhas orações e nos meus sonhos beijo-a e abraço-a, todos os dias.

Aquilo que fizemos ou deixamos de fazer, é bom todos saberem, é creditado ao avanço dos nossos espíritos e do mundo em que vivemos. Não devemos nos entregar às lamentações. Mas que falta nos fez sermos mais atenciosos. Fica aí o alerta.

Um grande beijo de todos nós, Mamãe.



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Direitos e Deveres

Para onde vamos.
As conquistas no campo da liberdade do homem, são marcadas por avanços imensuráveis.
É verdade que a Lei baseada nas necessidades de se resolver conflitos, no campo pessoal, cada vez mais, libera instintos, que a muito custo estavam contidos.
Seria esta realidade a seta a nos apontar uma reedição da libertinagem que acabou por ser apontada como causa mais importante da queda do Império Romano.
De outra perspectiva, estamos vendo o nascimento de seres cada vez mais inteligentes, que passam a lidar com as conquistas da ciência como se a elas estivessem afeitos desde a muito tempo.
Esta realidade melhora o entendimento do homem no mundo.
Entretanto, já vimos este mesmo filme, à época do Império Romano, quando as celebridades sábias, que contribuíram e muito para o progresso da humanidade, despontavam aqui e ali.
A permissividade, isto é, o desrespeito à vida, engolfou estas excelências e o Império ruiu.
Ao longo da história temos visto que o ocaso de povos e nações tem se misturado com o desmando do ser humano.
É frio na espinha saber que cada vez mais cedo o homem visita sexualmente a mulher. Fato que encomprida a fileira das mães solteiras e dos abortos e, num segundo momento, povoa as cidades de filhos desamparados, criados à custa de muito esforço, no que tange o alimento para o corpo, mas completamente entregues aos próprios destinos, na construção da personalidade, de cuja qualidade, depende a paz na convivência social.
É verdade que se passarmos a peneira vamos conseguir identificar homens e mulheres, cuja vida de desprendimento e trabalho nos enche de esperanças.
São, infelizmente, poucos heróis que precisam mais que nunca da compreensão e de quem os secundem, na tarefa de elevar a média de moralidade no mundo.
Da maneira como caminha a nossa história, não conseguimos ver um final feliz.
Será que vamos repetir, mais uma vez, os enganos de nossos antepassados.
Será que vamos ver retornar a Lei do mais forte.
Na verdade o que é preciso é aumentarmos a relação de nossas obrigações, para que, no mínimo, ela se contraponha à sanha dos nossos direitos.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Conheça o homem

É no Fragor da luta que o homem se supera.

É nos momentos de extrema exigência dos reflexos físicos que o homem mostra a sua real capacidade e o seu tamanho moral.

Há os que, quais animais, defendem-se apresentando os seus instintos, sem limitar o mal que podem fazer. São os ignorantes. Merecem a nossa máxima atenção.

Há os que, acovardados pela pressão, reagem quais animais fracos e se deixam dominar pelo medo. São os inseguros. Merecem o nosso contínuo auxílio.

E há os que, malgrado os espinhos que rasgam sua carne, fazem o que tem que ser feito, com a firmeza da sabedoria e a delicadeza da grandeza espiritual. São os que, de fato, aproveitaram a vida que Deus lhes deu para progredir. Ensinam com os exemplos. Merecem o nosso respeito.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A Força da nossa Dor



Não sejam em vão os sofrimentos.

Em cada dor há uma lição.

Basta que nós usemos a nossa tenacidade, para, nos moldes das lutas marciais, usarmos a FORÇA DA NOSSA DOR em favor de nossa iluminação espiritual.

O corpo e o espírito formam um conjunto, cuja luta na vida tem por objetivo o progresso do espírito que tem que se tornar PURO E SÁBIO, para servir aos desígnios de DEUS.


sábado, 10 de abril de 2010

As pequenas gigantes

A semana foi particularmente tumultuada.

Imaginem que as formigas resolveram atacar o meu pequenino jardim e estão acabando com os brotos das roseiras.

Quando não entendemos da coisa a tendência é a complicação tomar conta e os desentendimentos, como milagres às avessas aparecem para complicar, ainda mais, os problemas.

A roseira amarela, cuja muda ganhei e que já tinha um lindo broto, parece, foi vitima, também, destas pragas vorazes e diminutas, que nunca param para que possamos dar-lhes umas chineladas.

Está certo que as formigas precisam destes brotinhos para que as suas refeições possam ficar garantidas, lá nos misteriosos e profundos formigueiros, mas bem que elas podiam ter escolhido brotos de outras plantas.

Tanto capim aqui e por toda a parte e elas escolhem exatamente os brotinhos das plantas mais bonitas.

Pensando bem, bem mesmo, ao final vamos ver que elas são iguaizinhas aos homens. Quem é que troca um belo contra filé por um bife batido de coxão duro? Ou então, troca um bom filé de dourada por uma sardinha enlatada? Ou ainda, quem haverá de trocar um mingau de maionese com creme de cebola, por um bom bolinho de bacalhau.

Então nada a reclamar das formigas.

Porém o problema exigia uma atitude e fui ter com a minha amiga, Dona Maria que me ajuda a compreender e a entender o mundo em que vivemos.

— Bom dia dona Maria.

— Bom dia seu Vernil.

— Vim pedir socorro à senhora, pois as formigas estão acabando com o meu pequenino jardim!

— Bateu na porta errada, seu Vernil, o meu problema é igual ao do senhor, pois as danadas das formigas estão atacando as minhas plantinhas também. Já fiquei de guarda por quase um dia inteiro e as danadas, tenho certeza, se fazem invisíveis e levam os brotos mais bonitos. São danadas as pequeninas.

Visto a realidade, resolvemos depois de consultar um vizinho que nos pareceu um tanto sábio, investir numa pastinha que prometia acabar com todas as formigas.
Eu fui o escolhido para ir ao supermercado comprar a pastinha da salvação. Havia 3 marcas e, todas elas, se diziam milagrosas no combate às formigas. Os preços estavam salgados para nós aposentados, mas no final comprei uma de caixa mais bonita e me juntei à dona Maria para a grande batalha.

Na casa de dona Maria, eu procurei, o marido dela procurou, ela própria procurou e nada de acharmos o bendito formigueiro onde deveríamos aplicar a pastinha.

— Vamos lá na minha casa, talvez seja mais fácil.

Que nada. Procura aqui, procura ali, chamamos um dos vizinhos para ajudar e nada dos benditos formigueiros aparecerem.

Por fim combinamos espalhar pelos canteiros e vasos a tal de pastinha para ver o resultado.

Estamos agora na expectativa do resultado.

Mas já é consenso entre eu e minha amiga que, caso não se resolva os problemas da minha e da sua casa, iremos buscar na zona rural um especialista em guerrear com formigas, pois o show que as bandidas estão dando em todos nós já passou dos limites e, agora, o caso virou questão de honra: ou acabamos com as formigas
. . . ou, então, vamos ter que mudar de casas.

É bonito isso?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Casa ... O Lar...

A nossa CASA de pedra, construída com tanto amor, conserva as energias positivas. Constitui-se, portanto, em fonte pronta para receber o poder do homem, afim de se transformar num LAR. O casal, os filhos e suas emanações darão ao LAR a qualidade.
A convivência educada para estabelecer a comunicação objetiva, é a base para o entendimento. Daí os objetivos comuns, os esforços conjugados, a divisão das tarefas, o planejamento familiar, enfim, os exemplos aos filhos, serão realidades.
O lar que se estabelece sobre essas realidades não conhecerá dificuldades para encarar o mundo e seus largos passos de modernismos.
O homem naturalmente é o cabeça e, como nunca, nos dias de hoje, precisa compreender as transformações.
O homem compreenderá a mulher que sai para o trabalho para reforçar o orçamento da família. Além disso, substituirá a companheira na sua ausência, para ajudar na educação dos filhos, dedicando mais espaço do seu tempo para essa finalidade. Assim, a mulher continuará sendo o seu principal apoio e a sua principal aliada para garantir o sucesso da família
Essa harmonia fará com que ambos constituam a cabeça da família que transformou uma CASA num verdadeiro LAR.