quinta-feira, 1 de março de 2012

Povo Feliz

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê

Povo feliz
...
Zé Ramalho

O poeta Zé Ramalho de invejável sensibilidade, na sua música Vida de Gado, alerta os homens para as condições que lhes são impostas pelas elites.
E vai mais longe, deixa entrever que o homem aceita estas condições, que, segundo ele, são humilhantes.
Longe de querermos balizar o ilustre autor, no entanto, ousamos aprofundarmos na analise do texto, segundo nosso inferior entendimento.
A letra é tudo aquilo que ele quis dizer e mais.
Mostra que dos entreveros dos anseios dos homens, nasce a vivência de dependência, de alegria, de tristeza, de conhecimento e, principalmente de experiência. 
Essa bendita experiência, em gotas homeopáticas, acaba ao fim de um tempo, sendo assimilada pelo homem, que norteia as suas futuras atitudes levando-a em extrema consideração.
Assim, essa aparente aceitação das coisas, que segundo o agudo entendimento do autor, é pura e simplesmente, o amém do homem, não passa de mais uma martelada no ferro quente para que ele vá tomando a forma do desenho ideal.
Fazendo uma analogia, mais do que simplória, os belos e expressivos versos do poeta, então, seriam o momento do mergulho do ferro em brasa martelado, na água fria para ser checado se a obra do artista está tomando o jeito que se precisa.
Portanto, não se deve dar ao homem o encargo de fazer aquilo que ele, ainda, não aprendeu a fazer. É preciso malhar o ferro em brasa das possibilidades do homem, até que um dia, por sabedoria, de tanto ter uma vida de gado, ele naturalmente faça o que Deus quer que ele faça eternamente: Amar o seu irmão como a ele mesmo.
Daí, com certeza, o homem não fará parte do povo marcado, para ser feliz.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os tempos são chegados, já chegaram?

Como vamos saber.
A verdade é que o reboliço que o mundo anda experimentando está assustando os mais calmos dos mortais.
São países, que nós brasileiros sempre imaginamos, que estavam acima de qualquer possibilidade de crise, e que estão enfrentando uma barra danada devido às gastanças desenfreadas e sem nenhuma organização.
Agora, caída a cortina do palco da realidade, eis que vemos que todos eles mentiam. O pior é que mentiam para eles próprios, acreditando que um governo que viesse depois solucionaria as pendencias.
O fato é que estão endividados até o pescoço e acabaram de chegar à conclusão que nunca conseguirão pagar as suas dividas. Passaram a depender de perdão de grande parte da dívida, que nem sempre  conseguirão, dos seus credores.
Agora tome planos de austeridade.
O ruim é que estes planos serão sustentados pelo insustentável avanço no bolso do povão.
Sem se ater a exame tecnológico, podemos dizer que o povo que pensava ter alguma coisa, passa a não tê-la.
Por isso, os movimentos reivindicatórios estão se multiplicando, pois o povo quer a sua parte do bolo,  e desde logo, levando se em conta a conclusão a que chegaram de não permitirem que os que dividem o bolo diminuam os seus pedaços, estão gritando.
Muitos vão afirmar que isso é passageiro, mas, temos a nítida impressão que daqui para frente, as reivindicações serão mais agudas, porque é chegado o tempo que exige que os homens sejam mais equilibrados.
Em sã consciência haveremos de chegar à conclusão que já não era sem tempo.
A globalização, na sua parte mais positiva, colocou nos olhos velados lentes infravermelhas que estão colocando à mostra a disparidade da divisão das benesses e o verdadeiro massacre que está sujeita uma grande parte da humanidade apesar de todo o esforço a que é obrigada para que os bens sejam realidade na transformação dos bens que a natureza coloca à disposição de toda humanidade.
Se esta consciência é fruto da globalização é, também conquista definitiva do homem.
Por isso, a arrumação até hoje vigente, na relação do capital e trabalho, vai ter que ser substituída por uma mais equalizada. Esperamos que a discussão seja a mais democrática possível, para não permitir que aventureiros arrastem o mundo para rumos indesejáveis aos homens civilizados, mas, cansados de estarem servindo de tapete de dia de festa para os que se acham seus únicos donos.







terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sai desta

 
Um dos fantasmas mais barulhento, com suas correntes arrastadas, no presente, pelas salas das Nações, é o envelhecimento da sua população ativa.

A previdência social, em todos os países, é alvo dos furiosos economistas que procuram uma maneira de diminuir as benesses que os próprios economistas, em planejamento exaustivo, num passado não muito remoto, indicaram para os que recorreram a ela para continuar a viver com dignidade.

É sabido que via incompetência dos governos de todos esses países, os recursos que os trabalhadores destinaram à previdência social, mal empregados, e, por isso hoje, não são suficientes para o cumprimento do contrato por parte dos governos.

Particularmente este efeito da incompetência, no nosso país, foi aviltante, pois incluíram os desvios destes recursos para goelas insaciáveis.

Assim, todos os meses o governo brasileiro da atualidade, tem que destinar cada vez mais dinheiro, anotando o déficit entre o arrecadado para este fim e o valor a ser desembolsado, números assustadores.

Além dessa grave constatação, é preciso levar em consideração que as empresas, cada vez mais, trocam os seus empregados por empregados mais jovens.

Assim, muitos trabalhadores que atingem a idade de 40 anos, engrossam os que passam a requerer junto à previdência social os direitos, que por absoluta necessidade são criados, pois que a nação tem obrigação de proporcionar vida digna a todos os brasileiros.

Pouco a pouco estes senhores farão parte da grande massa envelhecida que serão preteridos pelas empresas.

Fácil prever, então, um gargalo na previdência social do país, problema de magnitude que não podemos sequer imaginar.

Daí a afirmação de alguns melhores esclarecidos de que a solução da previdência social, para que ofereça, não o que reza nossa constituição, mas o básico para que os brasileiros que a ela recorrerem possa ser o mínimo para uma vida decente não se limita em tirar direitos.

Enquanto isso, o desemprego dos jovens que chegam para o trabalho mais o desemprego entre os senhores que serão colocados de lado, e engrossarão o número daqueles que sem possibilidade de conquistarem o mínimo para alimentar a família vão se desviar para caminhos, que sinceramente, amedronta o mais entusiasmado dos homens.

Como caldo de galinha não faz mal a ninguém, o melhor é que os governos dos países e, principalmente o governo brasileiro, comecem a planejar para conseguir uma saída que solucione este angustiante problema social, lembrando que o caso não é de tirar direitos, mas de garantir direitos.





    

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Rosa Vermelha inspiradora

Se me perguntassem:

Qual o presente que você gostaria de receber neste Natal?

Eu responderia:

Gostaria de receber de presente uma Rosa Vermelha.

Mas uma Rosa Vermelha com bastante energia e que se constituísse na minha inspiração para viver a minha vida.

Esta Rosa Vermelha não se encontra nos grandes jardins, onde as roseiras são bem cuidadas, bem podadas e livres de ervas daninhas.

A minha Rosa Vermelha viria de um pequenino jardim, de uma pequenina casa. De um jardim mais amado do que bem cuidado.

Ela por certo me inspiraria nos maus momentos da minha vida, quando as dores, os desenganos, as traições e, principalmente, quando o egoísmo estiver presente nos meus atos, para que eu vença estes obstáculos com intrepidez e desassombro, modificando os rumos dos fatos, para que deixem de se constituir numa infelicidade e se transformem em momentos de aprendizado importante para o engrandecimento do meu espírito.

Nos momentos em que a felicidade me visita que eu esteja atento, para valorizar os momentos de harmonia familiar, do bom desempenho no trabalho, de boas reuniões com os amigos e os meus atos sejam todos úteis ao meio em que vivo a minha vida.

Porque nestes momentos é que estarei qualificado para doar de mim aos meus irmãos que fazem parte da minha vida, e que precisam de auxílio, fazendo destes momentos de esforço, momentos únicos para que a felicidade consolide o aprendizado em favor da minha transformação íntima, resultando em avanço no meu progresso espiritual.

Se me perguntassem:

Qual o presente que você gostaria de receber neste Natal?

Eu responderia;

Uma Rosa Vermelha cheia de energia, resultado do seu grandioso esforço para nascer, brotando em meio a adversidades, vencidas mediante a sua tenacidade e determinação de procurar ver o Sol para poder brilhar.

Espero que todos os nossos irmãos, que enfrentam os momentos de esforços para aprenderem e crescerem recebam de presente, também, neste Natal, uma Rosa Vermelha cada um.

Rosas vermelhas colhidas num pequeno jardim de uma pequena casa, que os inspirem a viver bem as suas vidas.

Feliz Natal














domingo, 18 de dezembro de 2011

O Natal e o Amor

Que a noite seja de paz.

Deixemos que os nossos olhos se maravilhem com as luzes e os nossos ouvidos pelas músicas.

Não nos furtemos em sermos participativos e doemos de nós o entusiasmo que o Natal nos empresta.

Estejamos prontos para convidarmos à nossa alegria os que nos cercam.

A alegria do Natal é um momento mágico da convivência humana.

Na maioria dos lares a fartura, mesmo aquelas que resultam de esforços grandiosos, é a regra.

Brindemos, pois esta magia e nos entreguemos ao cuidado de viver intensamente.

Entretanto, não nos custará nada reservarmos para as coisas espirituais a atenção de nossos corações.

Porque é neles, nos nossos corações é que vamos encontrar, pelos cantos, aquilo que merece de todos nós a atenção de cristãos.

Se possível, façamos que se cristalizem em atitudes o auxílio que podemos dar.

Todos os segmentos representados na humanidade precisam de nós.

Encorajemos o grande industrial na sua missão de multiplicação das oportunidades que ele pode oferecer, na administração dos seus bens.

Vejamos o que precisam os que já estão na idade da sabedoria, mitigando com a nossa atenção as necessidades e dando a todos eles a dignidade que tão bem nos ensinaram.

Estendamos, se pudermos a mão com algum emprego ao chefe de família, para tornar a vida uma esperança de dias de bom futuro.

Aproveitemos a força e gana dos jovens para direcionarmos os seus esforços para o bem e à cooperação.

Coloquemos em nossos rostos o mais belo sorriso para entregarmos o brinquedo a cada uma das crianças que pudermos ajudar.

Ensinemos os mais carentes os caminhos para o encontro com a possibilidade de, também, terem o direito à divisão do bolo da dignidade.

Sabemos que cada um destes itens relacionados é de difícil realização.

Mesmo assim, solicitamos a todos os esforços necessários para que o amor que cada um de nós carrega em nossos corações descubra nesta relação a oportunidade de se expressar.

Pois de nada vai adiantar guardamos dentro de nós esta poção maravilhosa, que é o amor com que nos dotou nosso Criador, pois que sua multiplicação dentro de nós só será efetivada com a reciclagem provocada pelo seu uso.

Assim, quanto mais amarmos, quanto mais teremos amor para oferecer.

Portanto, sejamos o sorriso alegre, a palavra amiga, o gesto doce, o perdão incondicional e o amor que todos almejam conseguir nesta noite de Natal.

A paz que nos alcançará vai fazer sentirmos que a vida, realmente, está valendo a pena, não pelos momentos grandiosos, mas, principalmente, porque nos acompanhará por toda a eternidade.

Feliz Natal.

















terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Presente de Natal

O trenó com o Papai Noel passou barulhento.

O som distorcido lançava no ar a melodia de Feliz Natal.

Lá no começo da rua, distante como se fosse a Lua, outro Papai Noel de botas pretas e vestimentas vermelhas, um tanto desalinhadas, mas brilhantes, acompanhava o ajudante, que com as mãos cheias de presentes, precisava tatear o chão para avançar sem levar um tombo, entrava nas casas como o próprio sol daquele mês de dezembro, iluminando a alma de todos, entregando presentes.

O frenesi das crianças desatando as bonitas fitas que amarravam os embrulhos era um espetáculo bonito de se ver. Sorrisos iluminados pelo desejo atendido.

 É claro que sempre havia o choro de alguém querendo o brinquedo de alguém.

Para as casas visitadas tudo era festa.

O menino com meia cara para fora, olhando com apenas um dos olhos, sentia dentro de si o calor da certeza de que o Papai Noel estava lhe trazendo um lindo presente.

Como demorava o Papai Noel.

Será que ele não poderia trazer o seu presente, pensava, ao invés de entrar e sair de tantas casas.

Além do mais, só ele e mais ninguém estava no portão esperando o bom velhinho.

O caminhão andava mais 20 metros e mais pacotes saiam nas mãos do homem, que o menino imaginava fosse o secretário do Papai Noel, vindo desde o Polo Norte, para ajudar o velhinho na distribuição dos presentes e encher de alegria todas as crianças da cidade.

O tempo passava lento demais e o desejo do menino crescia, crescia.

Já era angústia a expectativa.

Não tinha a menor importância o fato de sua mãe não se preocupar com a chegada do bom velhinho, pois era preciso que ficasse lavando a roupa, naquele tanque velho e querendo desmoronar.

O que valia naquele momento era a sua certeza de que o Papai Noel estava lhe trazendo o presente que sempre desejou: A bola colorida.

O caminhão já estava tão perto que ele podia ouvir a voz do Secretário e do próprio Papai Noel.

Nossa que calor dizia o bom velhinho.

Claro que deveria sentir calor, pois estava acostumado com o clima do Polo Norte, onde o gelo tomava conta de tudo. A sua professora é que lhe ensinara isso.

O seu coração já não batia, e sim apanhava tal o barulho que fazia ao bombear o sangue fervente da sua espera pelo presente desejado.

Pensou: Acho melhor esperar na sala. Entrou correndo e sentou-se no sofá surrado com as madeiras à mostra por entre os rasgados do tecido que deveria cobri-la.

O ronco do motor do caminhão chegava até os seus ouvidos, como se tivesse entrando pelo portão pequeno  da sua casa.

Mas nada do Papai Noel!

O ronco foi diminuindo, diminuindo, diminuindo, até que o menino não mais o ouviu.

Ué, pensou, será que ele se esqueceu de entrar aqui na minha casa?

Correu para o portão e viu o caminhão que havia passado pelo seu portão e adiante continuava a entregar, nas casas dos seus amigos, os presentes que eles, naturalmente, haviam pedido para o Papai Noel.

Esperou um tanto mais, e nada.

Mais um ano que o Papai Noel o esquecia.

Lembrou-se que se comportara com muita atenção para merecer uma visita do bom velhinho.

Pensou: Acho que não foi o bastante.

- No próximo ano vou ter que ser melhor do que fui neste ano.






domingo, 4 de dezembro de 2011

Grandeza

Reunião IDE, 16/05/2.002.


Se a sua bondade parece não melhorar o mundo.



Veja a Lua que, apesar das nuvens, brilha refletindo a luz do Sol, embelezando o firmamento e se desincumbe do seu trabalho.



Creia, pode não parecer, mas você é importante como unidade que sustenta a harmonia do Universo que não para de evoluir.



Diante da dor, após cuidados, não deixe que a sua vida pare, todo momento é momento de recomeçar.



Se a sua tenacidade estiver baseada no bem, a sua evolução será uma realidade.



Não meça o tempo, ele poderá ser infinitamente curto, diante da sua grandeza.