sexta-feira, 4 de maio de 2012


Acenda a sua Luz

Os grandes momentos acabam, sempre, sendo o resultado de milhares de pequenos momentos.

É Lei da vida.

O ser pode ser comparado à água submetida ao fogo para atingir a fervura. Começa a sair do estado natural, da temperatura ambiente, pouco a pouco, e à medida que esquenta vai juntando os graus que ao final levara o precioso líquido à fervura.

Somos assim, na medida em que vivemos trocando com os nossos companheiros de vivência neste planeta atitudes e vamos acumulando informações e à medida que elas se multiplicam, nos tornam mais aptos às atitudes mais ousadas.

Não ficam de fora deste meio de vida as erupções mostrando que estamos, também, aptos às infelizes defesas dos nossos anseios.

Longe de ser imperfeição de cada ser é, no entanto, imperfeição de todos os seres neste planeta.

Estamos longe de adotar nas nossas atitudes nas batalhas da convivência, competência para tratar com todos os que conosco convivem.

Francamente, em muitos momentos a nossa esperança de Paz é quase nenhuma.

Apesar dos esforços de todas as religiões, através dos tempos, apesar de todos os seus enganos, nos encontramos distantes do bem que todas elas pregam.

É preciso que nos convençamos que, apesar da bula das religiões, estamos refratários ao bem, para atender nossos reclamos pessoais.

Assim, como confiarmos naqueles que não conhecemos, se sequer, ainda não conseguimos confiar naqueles que vivem conosco?

Difícil responder.

Podemos chegar à conclusão de que as religiões, todas elas, estão corretas, pois pregam o bem, o amor, o perdão, a misericórdia a caridade ...

E que, portanto, o que é preciso é o ser, definitivamente, escolher se melhorar interiormente, pois, só assim, alcançara uma vivência de Paz neste Planeta.

Podemos concluir, também, que as orações que nos ensinam nas religiões, lindas, nos predispondo à comunhão com Deus, carregam, todas elas, objetiva ou subjetivamente, o comando de que precisamos transforma-las em atitudes de igual magnitude positiva.

Mesmo, porque a qualidade de todos nós será medida pela qualidade de nossas obras.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sê como o Sândalo que perfuma o machado que o fere

Nas coisas da antiguidade encontramos esta sabedoria, cujo autor desconhecemos: Sê como Sândalo, que perfuma o Machado que o fere.
Não encontrei nenhuma frase que se identificasse tanto com o ensinamento no capítulo do Evangelho de Jesus relativo ao perdão.
NÃO SETE VEZES, MAS SETENTA VEZES SETE VEZES, preconizou Jesus a Pedro.
Esta recomendação deu ao homem a ideia precisa de como ele deve conduzir a sua vida.
O bom, segundo Jesus, é aquele que, sejam quais forem as condições de sua vida tenha nos seus atos a misericórdia, a caridade que traduz o progresso do seu espírito e o faz trilhar caminhos que, com certeza o levará, mais rapidamente, à angelitude.
Para alcançar este estado, o homem tem que reconhecer e respeitar os anseios dos seus irmãos que estão com ele nesta viagem terrena.
Assim, no relacionamento social, a que todos estamos sujeitos, mesmo os que nos fazem algum mal, mais que os outros que nos fazem o bem, precisam do nosso perdão sem nenhuma condição.
Não é preciso que eles nunca nos considerem um amigo, um irmão, filhos de Deus, nós é que temos que reconhecer esta realidade.
Para aceitar esta recomendação precisamos reconhecer, desde logo, o atual estágio dos espíritos encarnados neste planeta maravilhoso.
Estamos dentro de uma escala, porém pendurados ente o 0 e 100, no lugar exato que acolhe a nossa ignorância.
 Somos, pois espíritos encarnados de qualidades diferentes, para  aprender com o desenrolar da vida, amargando problemas de desentendimentos devido aos estágios diferentes no qual cada um de nós maneja a sua vida.
Longe de ser um empecilho, a diferença de estágios serve para que a vida nos experimente a cada momento. Experimentos estes que abrirão para os atentos a possibilidade de aumentar a qualidade de conhecimentos, rumo à sabedoria.
Esta disposição de perdoarmos aqueles que nos ferem será, bom dizer, em virtude de nossas omissões, regra incondicional ao longo de nossas vidas sucessivas, mas podem ser antecipadas pela nossa vontade, que tornarão as nossas encarnações cheias de Paz.
É uma questão de escolha.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Parece que foi ontem

Eu não me lembro, mas ouvi contar as histórias.

Nasci e recebi apesar dos problemas de saúde que veio comigo, uma recepção carinhosa de todos os familiares e amigos da família.

Assim, fui envolvido nos colos de muitas mulheres, que mais tarde identificando-as, coloquei todas elas dentro do meu coração agradecido.

Minha mãe, no após parto, teve que se contentar com poucos minutos para me aconchegar no seu colo.

Precisei de cuidados e todos ficaram apreensivos.

Era uma verdadeira vigília que acabaram despertando ciúmes, como só acontece na convivência deste mundo.

Meu pai não cabia em si. Eu era o primeiro.

Venci as diversidades da saúde e, posso dizer, comecei a minha vida que se transcorreu cheia de muitos obstáculos, mas de muita felicidade também.

Por isso, o valor que dou às minhas conquistas. Nada de espetacular, mas que exigiu muita determinação.

Foi assim, vou resumir:

No começo o que marcou foram as camisolas que serviam de roupas, e que atendiam as possibilidades daquilo que a família podia destinar de suas poupanças, para as compras de roupas.

Nas manhãs eu pedia: Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeee eu quero leite uca com açúcar.

A tigela de ágata vinha cheia e eu me fartava do insubstituível café com leite e pão. A manteiga só apareceu bem depois. Eram os anos da Segunda Guerra Mundial. Anos de apreensão.

Os irmãos vieram ritmados de dois em dois anos, somamos 8 irmãos. São eles e suas famílias que preencheram e incansavelmente alimentam a minha vida de razões para viver.

Naquele tempo, as crianças eram moleques, sempre dispostos a subir no pé de alguma fruta e a brincar com um circulo de aço e a guia que usavam a guisa de veiculo, empurrando pelas ruas e calçadas. Todos os moleques eram exímios nesta brincadeira.

A guerra terminada, graças a Deus, minhas lembranças registram os Natais.

Na nossa casa simples a comida era simples, mas farta.

Os presentes vinham de meus tios que moravam fora de Araras. Mas eram presentes de tio, não eram de Papai Noel.

Era angustiante a espera olhando com meia cara colocada para fora do “portãozinho”, já velho, seguindo o movimento dos caminhões cobertos, cheios de brinquedos que Papai Noel trazia lá do Polo Norte e que nunca paravam em frente à minha casa, passavam e deixavam o aceno de mão e a frustração.

Ainda hoje eu sou da opinião que não deveriam ter feito aquilo com tantas crianças cujos pais não tinham como comprar lhes presentes no Natal. Foi uma judiação.

Entre a molecada a vida corria sem timidez, mas caso algum adulto se aproximava, só conseguia conversar com o moleque da sua família, os outros morriam de vergonha, e nem sequer respondiam as perguntas.

Nós éramos verdadeiros caipiras.

A escola primária consertou um pouco deste comportamento, no segundo ciclo, as amizades de outros que passaram pela experiência de serem moleques aumentaram e apesar de ainda nos escondermos por detrás da nossa vergonha, já dava para conviver um pouco melhor.

A emancipação aconteceu com o advento do TG, o famoso Tiro de Guerra 182, que sob as ordens do então Sargento Odair, sob a irresistível diversidade das personalidades dos atiradores reunidos experimentei, pela primeira vez, olhar por cima do muro que até então insistia em ficar entre eu e a vida fascinante que se desenrolava fora do meu quintal.

O conhecimento fazia o seu trabalho, diversificava o entendimento do agora homem e o preparava para ajudar no progresso.

Empregos, futebol, rádio, e a ausência prolongada, causada pela busca que eu haveria de fazer, fora da minha cidade natal, para melhor entender da vida.

Voltei e já não era o mesmo que partira, era outro ator desta peça que nunca termina e que cada vez mais, encanta os seus atores, pois todos a assistem e nela trabalham e que se  intitula ”A Marcha do Progresso do Homem”.

Foi um rastro de conquistas e decepções, devidamente anotadas na minha consciência.

Lutar foi preciso.

Casei-me e Lidia me deu dois filhos maravilhosos, Marcelo e Patricia.

Meu filho casou-se e me deu uma Nora  especial e uma Netinha linda, até parecida comigo, e que me surpreende todos os dias, como se fosse uma varinha mágica; que encheu minha vida de muito movimento e que fez meu preparo físico, quase voltar ao normal e principalmente, colocou no meu coração o amor em quantidade que nunca havia conseguido juntar.

Então aqui estou aos 72.

Parece que foi ontem, que o bebê mimado, moleque caipira, começou a sua caminhada para chegar até onde foi possível as suas forças o levarem.



A luta continua!

terça-feira, 20 de março de 2012

Orar é preciso

Olhando pela minha janela, naquela manhã de Sol, chamou-me a atenção uma Rosa Vermelha do meu pequeno jardim.

Acostumado com os solavancos impostos pelas coisas da vida, que obriga todos os seres humanos a se desdobrarem em atitudes, mesmo assim, em absoluto deleite, comecei a admirar a linda Rosa Vermelha.

Apesar do calor, que já se mostrava abrasador àquela hora da manhã, pude começar a apreciar o quadro que se desenhava diante de mim, pelas gotas de orvalho que se equilibravam na Rosa Vermelha, quais verdadeiras malabaristas abrilhantando um maravilhoso espetáculo.

O cintilar do vermelho das Rosas Vermelhas e do brilhante das gotas de orvalho  construíam no ambiente onde estavam todas as possibilidades da beleza universal.

Foi um raro momento.

Não sei se em voz baixa ou mesmo em pensamento, comecei a agradecer a Deus pela beleza que nos destinou.

“Obrigado meu Deus pelas cores desta manhã, pelos cantos dos passarinhos, pelo roçar das folhas, que nas suas danças patrocinadas pela força do vento, é a música da natureza a complementar o quadro maravilhoso desta manhã; que o meu coração de homem do mundo, abençoe esta oportunidade de perceber esta maravilha da sua natureza e que os corações de todos os homens sejam tocados pelas suas mãos para que eles, também, tenham a sensibilidade de perceberem a maravilha da sua grande obra.”

Foi uma oração simples, igual às que todos temos oportunidade de fazer, pelo simples fato de que em todas as manhãs acordamos olhando as maravilhas do nosso Criador.

Sei que, infelizmente, não acontece simples assim, pois muitos dos seres humanos, apesar de olharem, por causa da dureza de seus corações, não conseguem ver o grande presente que Deus nos deu a todos.

Orar é preciso e, por isso, aprender a orar é preciso.

Assim, tudo que temos à nossa volta, nossos irmãos, a natureza, os animais e todos os nossos problemas, têm que ser vistos com olhos de ver e com o coração de agradecer, pois tudo, absolutamente tudo, faz parte do tempero que promove o nosso progresso espiritual, e apesar de qualquer rumo que tudo isso tome, nos lembremos de fazermos a nossa oração.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Povo Feliz

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê

Povo feliz
...
Zé Ramalho

O poeta Zé Ramalho de invejável sensibilidade, na sua música Vida de Gado, alerta os homens para as condições que lhes são impostas pelas elites.
E vai mais longe, deixa entrever que o homem aceita estas condições, que, segundo ele, são humilhantes.
Longe de querermos balizar o ilustre autor, no entanto, ousamos aprofundarmos na analise do texto, segundo nosso inferior entendimento.
A letra é tudo aquilo que ele quis dizer e mais.
Mostra que dos entreveros dos anseios dos homens, nasce a vivência de dependência, de alegria, de tristeza, de conhecimento e, principalmente de experiência. 
Essa bendita experiência, em gotas homeopáticas, acaba ao fim de um tempo, sendo assimilada pelo homem, que norteia as suas futuras atitudes levando-a em extrema consideração.
Assim, essa aparente aceitação das coisas, que segundo o agudo entendimento do autor, é pura e simplesmente, o amém do homem, não passa de mais uma martelada no ferro quente para que ele vá tomando a forma do desenho ideal.
Fazendo uma analogia, mais do que simplória, os belos e expressivos versos do poeta, então, seriam o momento do mergulho do ferro em brasa martelado, na água fria para ser checado se a obra do artista está tomando o jeito que se precisa.
Portanto, não se deve dar ao homem o encargo de fazer aquilo que ele, ainda, não aprendeu a fazer. É preciso malhar o ferro em brasa das possibilidades do homem, até que um dia, por sabedoria, de tanto ter uma vida de gado, ele naturalmente faça o que Deus quer que ele faça eternamente: Amar o seu irmão como a ele mesmo.
Daí, com certeza, o homem não fará parte do povo marcado, para ser feliz.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os tempos são chegados, já chegaram?

Como vamos saber.
A verdade é que o reboliço que o mundo anda experimentando está assustando os mais calmos dos mortais.
São países, que nós brasileiros sempre imaginamos, que estavam acima de qualquer possibilidade de crise, e que estão enfrentando uma barra danada devido às gastanças desenfreadas e sem nenhuma organização.
Agora, caída a cortina do palco da realidade, eis que vemos que todos eles mentiam. O pior é que mentiam para eles próprios, acreditando que um governo que viesse depois solucionaria as pendencias.
O fato é que estão endividados até o pescoço e acabaram de chegar à conclusão que nunca conseguirão pagar as suas dividas. Passaram a depender de perdão de grande parte da dívida, que nem sempre  conseguirão, dos seus credores.
Agora tome planos de austeridade.
O ruim é que estes planos serão sustentados pelo insustentável avanço no bolso do povão.
Sem se ater a exame tecnológico, podemos dizer que o povo que pensava ter alguma coisa, passa a não tê-la.
Por isso, os movimentos reivindicatórios estão se multiplicando, pois o povo quer a sua parte do bolo,  e desde logo, levando se em conta a conclusão a que chegaram de não permitirem que os que dividem o bolo diminuam os seus pedaços, estão gritando.
Muitos vão afirmar que isso é passageiro, mas, temos a nítida impressão que daqui para frente, as reivindicações serão mais agudas, porque é chegado o tempo que exige que os homens sejam mais equilibrados.
Em sã consciência haveremos de chegar à conclusão que já não era sem tempo.
A globalização, na sua parte mais positiva, colocou nos olhos velados lentes infravermelhas que estão colocando à mostra a disparidade da divisão das benesses e o verdadeiro massacre que está sujeita uma grande parte da humanidade apesar de todo o esforço a que é obrigada para que os bens sejam realidade na transformação dos bens que a natureza coloca à disposição de toda humanidade.
Se esta consciência é fruto da globalização é, também conquista definitiva do homem.
Por isso, a arrumação até hoje vigente, na relação do capital e trabalho, vai ter que ser substituída por uma mais equalizada. Esperamos que a discussão seja a mais democrática possível, para não permitir que aventureiros arrastem o mundo para rumos indesejáveis aos homens civilizados, mas, cansados de estarem servindo de tapete de dia de festa para os que se acham seus únicos donos.







terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sai desta

 
Um dos fantasmas mais barulhento, com suas correntes arrastadas, no presente, pelas salas das Nações, é o envelhecimento da sua população ativa.

A previdência social, em todos os países, é alvo dos furiosos economistas que procuram uma maneira de diminuir as benesses que os próprios economistas, em planejamento exaustivo, num passado não muito remoto, indicaram para os que recorreram a ela para continuar a viver com dignidade.

É sabido que via incompetência dos governos de todos esses países, os recursos que os trabalhadores destinaram à previdência social, mal empregados, e, por isso hoje, não são suficientes para o cumprimento do contrato por parte dos governos.

Particularmente este efeito da incompetência, no nosso país, foi aviltante, pois incluíram os desvios destes recursos para goelas insaciáveis.

Assim, todos os meses o governo brasileiro da atualidade, tem que destinar cada vez mais dinheiro, anotando o déficit entre o arrecadado para este fim e o valor a ser desembolsado, números assustadores.

Além dessa grave constatação, é preciso levar em consideração que as empresas, cada vez mais, trocam os seus empregados por empregados mais jovens.

Assim, muitos trabalhadores que atingem a idade de 40 anos, engrossam os que passam a requerer junto à previdência social os direitos, que por absoluta necessidade são criados, pois que a nação tem obrigação de proporcionar vida digna a todos os brasileiros.

Pouco a pouco estes senhores farão parte da grande massa envelhecida que serão preteridos pelas empresas.

Fácil prever, então, um gargalo na previdência social do país, problema de magnitude que não podemos sequer imaginar.

Daí a afirmação de alguns melhores esclarecidos de que a solução da previdência social, para que ofereça, não o que reza nossa constituição, mas o básico para que os brasileiros que a ela recorrerem possa ser o mínimo para uma vida decente não se limita em tirar direitos.

Enquanto isso, o desemprego dos jovens que chegam para o trabalho mais o desemprego entre os senhores que serão colocados de lado, e engrossarão o número daqueles que sem possibilidade de conquistarem o mínimo para alimentar a família vão se desviar para caminhos, que sinceramente, amedronta o mais entusiasmado dos homens.

Como caldo de galinha não faz mal a ninguém, o melhor é que os governos dos países e, principalmente o governo brasileiro, comecem a planejar para conseguir uma saída que solucione este angustiante problema social, lembrando que o caso não é de tirar direitos, mas de garantir direitos.