terça-feira, 19 de junho de 2012

Vigiai e Orai (1)


Lucas 22 - v. 40
Mateus 26 - v. 41
Marcos 41- 14


“Vigiai e orai para que não entres em tentação: na verdade o espírito está pronto, mas a carne e fraca”.








Jesus, como de costume havia, por parábolas, tentado alertar os seus discípulos.

Quis, então, o Mestre a companhia de três discípulos, para que pudesse orar.

Encontrou, no entanto, os seus discípulos adormecidos e disse a Pedro, nem uma hora pudeste velar comigo.

Tendo rogado ao Pai que lhe afastasse aquele cálice, submisso, pediu que se cumprisse como Deus determinasse e não como ele queria.

Depois da terceira vez que orou e encontrou os discípulos adormecidos, disse: Dormi agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores!

A traição de Judas estava em andamento.

Pedro fora advertido de que o negaria por 3 vezes.

O filho do homem, disse Jesus e não o filho de Deus, mostrando que a violência que se cumpria naquele tempo era a vontade dos espíritos encarnados, o homem, que no decorrer dos tempos e das reencarnações, encontrava-se, ainda, espiritualmente, muito embrutecido, ignorante, relativamente ao reino divino, do qual Jesus é o Rei.

Precisavam os filhos de Deus, encarnados como filhos do homem, de uma sacudidela para que começassem a se aprimorar e buscar o progresso Espiritual.

Deus não poderia, jamais, entregar os seus filhos à sanha das tentações.

Era preciso que a humanidade retomasse o caminho do progresso.

A Boa Nova do filho de Deus, travestido de filho do homem, apesar de ter sido obrigado a beber o cálice de fel, com o seu exemplo e ensinamentos de vida, marcou de vez o objetivo divino.

Naqueles derradeiros momentos o exemplo do convite ao Vigiai e Orai de Jesus, prenunciava que os tempos haviam chegado e o avanço do espírito se daria, pela vontade deles próprios ou pelo incondicional cumprimento das Leis de Deus.

A prática do ensinamento contido no Evangelho do mestre, pelos homens, propunha para todos, os esforços necessários para que a sabedoria se instalasse nas suas personalidades e através do aproveitamento da iluminação do espírito afastasse deles, dos homens, a necessidade de beberem o cálice que, ele próprio, fora obrigado a beber para apressar o final do pecado no mundo.

Por isso, o convite é para que todos nós, nas nossas vidas, lutemos e possamos vencer as tentações, que vicejam, conduzindo as nossas vidas, certos de que, se melhorarmos o que somos hoje, graças aos ensinamentos de Jesus, estaremos cumprindo a nossa parte, para legar aos nossos filhos e netos um mundo melhor, sem cálices amargos e com muito mais luzes.

O sofrimento do filho do homem, do mestre Jesus, não foi em vão, pois sabemos, agora, que a vida abençoada, é instrumento de rara utilidade na transformação do homem simples e ignorante no sábio filho de Deus.

Em todas as atitudes, o Vigiai e Orai, é utilizarmos os nossos recursos, tantos os conscientes como os que já se incorporaram aos nossos  inconscientes, para situarmos as nossas obras nesse mundo de Deus, em obediência ao amor que carregamos dentro de nós, pois só nos amando uns aos outros, cumpriremos o Vigiai e Orai já, então, concretizados na nossa iluminação espiritual.




sábado, 9 de junho de 2012

Anjo da Guarda

Meu querido Anjo da Guarda:

Quase sempre estou de mãos postas para pedir-lhe que me ajude nos momentos de minha vida, quando as coisas parecem muito difíceis.

Apesar desse meu cuidado, muitas vezes, me vejo enrolado pelos acontecimentos sem que as soluções apareçam.

As que se tornam problemas solucionados têm me dado muita alegria, mas os aborrecimentos que as outras causam como lhe estou explicando, me fazem um grande mal.

Por isso, estou escrevendo-lhe, para que fique tudo registrado, pois estou precisando que você, meu querido Anjo da Guarda, não regateie esforços para me ajudar.

Com isso, a felicidade estará presente em todos os momentos da minha vida.

Querido irmão:

Recebi a sua cartinha tão chorosa e expressiva.

Tenho a dizer que os momentos de nossas vidas, minha, sua, e de todos os espíritos, encarnados ou desencarnados, são feitas de oportunidades de aprendizado.

Pois como você sabe, todos nós ainda estamos com uma carga de ignorância importante, e se quisermos reverter a situação é preciso que encaremos o trabalho para, de fato, aprendermos com o trabalho de tentativa de soluções para os problemas a vivermos a vida intensamente.

Esclareço e lhe peço a máxima atenção para o fato de que todos nós termos o nosso Livre Arbítrio, através do qual podemos escolher os caminhos a seguir para o aprendizado que vai dar mais qualidade aos nossos espíritos.

É certo que nem sempre o caminho mais confortável nos leva ao aprendizado pretendido.

Precisamos escolher os caminhos que nos levem às soluções dos nossos problemas sem olvidar que se estamos encarnados no planeta Terra e que somos mais ou menos sete bilhões de encarnados, e que poderemos vencer  os obstáculos se aprendermos a conviver em harmonia com todos os nossos irmãos.

Às vezes a escolha destes caminhos, é bom que se diga, não será fácil, pois os melhores caminhos que nos levam às melhores soluções passam obrigatoriamente pelo esforço que devemos despender para vencer os obstáculos.

Portanto, leve em consideração que esta escolha nos obrigará a enfrentar desconfortos e até sofrimentos.

Porém, se a nossa determinação for de valor, sabendo como sabemos que a vida é eterna e que para a sua qualidade, que nos dará direitos de vivermos cada vez melhor, é preciso algum desprendimento, com certeza venceremos as vicissitudes da vida e poderemos chegar a uma vida de mais felicidade.

Já nesta vida pela vitória do nosso progresso espiritual, forjado nas vitórias e desacertos, como na outra vida, por estarmos conquistando o direito de renascer num mundo onde haja mais alegrias e nem tantos sofrimentos.

Alerto, porém, que estarei sempre disponível para ouvir as suas rogativas, quando estarei intuindo você para os bons combates, mas jamais, poderei impedir o seu Livre Arbítrio nas suas atitudes.

Assim, querido irmão, não somos nós os Anjos da Guarda que estamos falhando e sim a escolha de cada um dos nossos tutelados é que nos tem afligidos.

Tenha a certeza de que nós, os Anjos da Guarda sempre estaremos alertas, mas o leme estará, é bom que se frise,  na mão de todos vocês.

Que o senhor nosso Pai e Jesus nosso irmão e Mestre nos inspirem.













quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sob a Luz

Então, a vida transcorre como se estivéssemos todos despencando ladeira abaixo. Como se estivéssemos todos dentro de um tubo que nos levaria ao fosso do crocodilo, depois de cairmos numa armadilha.
A impressão é que o Senhor entrou de férias e viajou para bem longe, visitando cercanias de Capela lá pela Constelação de Cocheiro, deixando o nosso belíssimo planeta Terra ao Deus dará.
São de tal ordem os atritos, que muitos já chegam a afirmar que Deus nunca mais voltará para estes rincões.
No entanto, se pensamos desta maneira, este momento “atritoso” é culpa nossa, neste caso considerados filhos de pouca fé.
Se olharmos para o planeta Terra, desde os primórdios, quando o homem começou a viver por aqui, somos forçados a reconhecer o grande progresso alcançado.
Isto fica mais que evidente se analisarmos a vida na Terra no século passando.
No começo do século passado  o homem começou a colher os seus primeiros esforços científicos, e a multiplicação das descobertas colocaram o homem de boca aberta, principalmente após a segunda guerra mundial.
O esforço para conter o Eixo (Alemanha, Japão e Itália), que se preparara com muita eficácia para sustentar o plano de expansionismo, obrigou trabalho diuturno para anular o inimigo, o que resultou um salto nas descobertas cientificas, culminando com as explosões das Bombas Atômicas no Japão e a dura vitória dos aliados.
Muito embora a vitória pelas armas, ela não foi suficiente para que o homem do planeta vencesse neste conflito. Todos os homens de todos os países perderam.
Mas o homem lançou mão do conhecimento alcançado pelo seu progresso, que transformou o planeta Terra de um mundo primitivo em mundo de Expiações e Provas.
O progresso é incondicional, podemos afirmar, pois depois de atritos, sempre, o homem enxerga a necessidade de melhoramentos na sua convivência com o seus irmãos.
Por isso, conforme o mundo espiritual informa, o mundo está a caminho de mudar-se para um mundo de Regeneração. Se agora o mal impera, depois reinará o bem, preparando os filhos de Deus para o futuro divinal.
Ao contrário do que muitos pensam Deus não está de férias e nem tampouco está desatento com relação ao futuro do planeta e dos espíritos que aqui estão reencarnados.
A ebulição atual é para que o homem sinta a necessidade de se modificar interiormente, mediante o seu desempenho no trabalho diário no bem, ou então, será colhido pela onda da incondicionalidade que o levará ao aprendizado e ao comportamento amoroso para com os seus pares.
É questão de escolha.
Todos os homens têm acesso às informações de como devem se comportar perante a história do nosso Planeta, Jesus deixou-nos o planejamento.
Os recalcitrantes, por certo, deverão ser apartados para frequentar outra escola, com professores mais exigentes e que se quer sabem que a roda foi inventada.
Na verdade num caso, praticantes do amor ao próximo, como no outro, recalcitrantes no mal, todos estarão, sempre, em lugares diferentes, sob a Luz do Criador, apenas o peso que carregam será diferente e o porto de destino é o mesmo para todos...







sexta-feira, 4 de maio de 2012


Acenda a sua Luz

Os grandes momentos acabam, sempre, sendo o resultado de milhares de pequenos momentos.

É Lei da vida.

O ser pode ser comparado à água submetida ao fogo para atingir a fervura. Começa a sair do estado natural, da temperatura ambiente, pouco a pouco, e à medida que esquenta vai juntando os graus que ao final levara o precioso líquido à fervura.

Somos assim, na medida em que vivemos trocando com os nossos companheiros de vivência neste planeta atitudes e vamos acumulando informações e à medida que elas se multiplicam, nos tornam mais aptos às atitudes mais ousadas.

Não ficam de fora deste meio de vida as erupções mostrando que estamos, também, aptos às infelizes defesas dos nossos anseios.

Longe de ser imperfeição de cada ser é, no entanto, imperfeição de todos os seres neste planeta.

Estamos longe de adotar nas nossas atitudes nas batalhas da convivência, competência para tratar com todos os que conosco convivem.

Francamente, em muitos momentos a nossa esperança de Paz é quase nenhuma.

Apesar dos esforços de todas as religiões, através dos tempos, apesar de todos os seus enganos, nos encontramos distantes do bem que todas elas pregam.

É preciso que nos convençamos que, apesar da bula das religiões, estamos refratários ao bem, para atender nossos reclamos pessoais.

Assim, como confiarmos naqueles que não conhecemos, se sequer, ainda não conseguimos confiar naqueles que vivem conosco?

Difícil responder.

Podemos chegar à conclusão de que as religiões, todas elas, estão corretas, pois pregam o bem, o amor, o perdão, a misericórdia a caridade ...

E que, portanto, o que é preciso é o ser, definitivamente, escolher se melhorar interiormente, pois, só assim, alcançara uma vivência de Paz neste Planeta.

Podemos concluir, também, que as orações que nos ensinam nas religiões, lindas, nos predispondo à comunhão com Deus, carregam, todas elas, objetiva ou subjetivamente, o comando de que precisamos transforma-las em atitudes de igual magnitude positiva.

Mesmo, porque a qualidade de todos nós será medida pela qualidade de nossas obras.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sê como o Sândalo que perfuma o machado que o fere

Nas coisas da antiguidade encontramos esta sabedoria, cujo autor desconhecemos: Sê como Sândalo, que perfuma o Machado que o fere.
Não encontrei nenhuma frase que se identificasse tanto com o ensinamento no capítulo do Evangelho de Jesus relativo ao perdão.
NÃO SETE VEZES, MAS SETENTA VEZES SETE VEZES, preconizou Jesus a Pedro.
Esta recomendação deu ao homem a ideia precisa de como ele deve conduzir a sua vida.
O bom, segundo Jesus, é aquele que, sejam quais forem as condições de sua vida tenha nos seus atos a misericórdia, a caridade que traduz o progresso do seu espírito e o faz trilhar caminhos que, com certeza o levará, mais rapidamente, à angelitude.
Para alcançar este estado, o homem tem que reconhecer e respeitar os anseios dos seus irmãos que estão com ele nesta viagem terrena.
Assim, no relacionamento social, a que todos estamos sujeitos, mesmo os que nos fazem algum mal, mais que os outros que nos fazem o bem, precisam do nosso perdão sem nenhuma condição.
Não é preciso que eles nunca nos considerem um amigo, um irmão, filhos de Deus, nós é que temos que reconhecer esta realidade.
Para aceitar esta recomendação precisamos reconhecer, desde logo, o atual estágio dos espíritos encarnados neste planeta maravilhoso.
Estamos dentro de uma escala, porém pendurados ente o 0 e 100, no lugar exato que acolhe a nossa ignorância.
 Somos, pois espíritos encarnados de qualidades diferentes, para  aprender com o desenrolar da vida, amargando problemas de desentendimentos devido aos estágios diferentes no qual cada um de nós maneja a sua vida.
Longe de ser um empecilho, a diferença de estágios serve para que a vida nos experimente a cada momento. Experimentos estes que abrirão para os atentos a possibilidade de aumentar a qualidade de conhecimentos, rumo à sabedoria.
Esta disposição de perdoarmos aqueles que nos ferem será, bom dizer, em virtude de nossas omissões, regra incondicional ao longo de nossas vidas sucessivas, mas podem ser antecipadas pela nossa vontade, que tornarão as nossas encarnações cheias de Paz.
É uma questão de escolha.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Parece que foi ontem

Eu não me lembro, mas ouvi contar as histórias.

Nasci e recebi apesar dos problemas de saúde que veio comigo, uma recepção carinhosa de todos os familiares e amigos da família.

Assim, fui envolvido nos colos de muitas mulheres, que mais tarde identificando-as, coloquei todas elas dentro do meu coração agradecido.

Minha mãe, no após parto, teve que se contentar com poucos minutos para me aconchegar no seu colo.

Precisei de cuidados e todos ficaram apreensivos.

Era uma verdadeira vigília que acabaram despertando ciúmes, como só acontece na convivência deste mundo.

Meu pai não cabia em si. Eu era o primeiro.

Venci as diversidades da saúde e, posso dizer, comecei a minha vida que se transcorreu cheia de muitos obstáculos, mas de muita felicidade também.

Por isso, o valor que dou às minhas conquistas. Nada de espetacular, mas que exigiu muita determinação.

Foi assim, vou resumir:

No começo o que marcou foram as camisolas que serviam de roupas, e que atendiam as possibilidades daquilo que a família podia destinar de suas poupanças, para as compras de roupas.

Nas manhãs eu pedia: Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeee eu quero leite uca com açúcar.

A tigela de ágata vinha cheia e eu me fartava do insubstituível café com leite e pão. A manteiga só apareceu bem depois. Eram os anos da Segunda Guerra Mundial. Anos de apreensão.

Os irmãos vieram ritmados de dois em dois anos, somamos 8 irmãos. São eles e suas famílias que preencheram e incansavelmente alimentam a minha vida de razões para viver.

Naquele tempo, as crianças eram moleques, sempre dispostos a subir no pé de alguma fruta e a brincar com um circulo de aço e a guia que usavam a guisa de veiculo, empurrando pelas ruas e calçadas. Todos os moleques eram exímios nesta brincadeira.

A guerra terminada, graças a Deus, minhas lembranças registram os Natais.

Na nossa casa simples a comida era simples, mas farta.

Os presentes vinham de meus tios que moravam fora de Araras. Mas eram presentes de tio, não eram de Papai Noel.

Era angustiante a espera olhando com meia cara colocada para fora do “portãozinho”, já velho, seguindo o movimento dos caminhões cobertos, cheios de brinquedos que Papai Noel trazia lá do Polo Norte e que nunca paravam em frente à minha casa, passavam e deixavam o aceno de mão e a frustração.

Ainda hoje eu sou da opinião que não deveriam ter feito aquilo com tantas crianças cujos pais não tinham como comprar lhes presentes no Natal. Foi uma judiação.

Entre a molecada a vida corria sem timidez, mas caso algum adulto se aproximava, só conseguia conversar com o moleque da sua família, os outros morriam de vergonha, e nem sequer respondiam as perguntas.

Nós éramos verdadeiros caipiras.

A escola primária consertou um pouco deste comportamento, no segundo ciclo, as amizades de outros que passaram pela experiência de serem moleques aumentaram e apesar de ainda nos escondermos por detrás da nossa vergonha, já dava para conviver um pouco melhor.

A emancipação aconteceu com o advento do TG, o famoso Tiro de Guerra 182, que sob as ordens do então Sargento Odair, sob a irresistível diversidade das personalidades dos atiradores reunidos experimentei, pela primeira vez, olhar por cima do muro que até então insistia em ficar entre eu e a vida fascinante que se desenrolava fora do meu quintal.

O conhecimento fazia o seu trabalho, diversificava o entendimento do agora homem e o preparava para ajudar no progresso.

Empregos, futebol, rádio, e a ausência prolongada, causada pela busca que eu haveria de fazer, fora da minha cidade natal, para melhor entender da vida.

Voltei e já não era o mesmo que partira, era outro ator desta peça que nunca termina e que cada vez mais, encanta os seus atores, pois todos a assistem e nela trabalham e que se  intitula ”A Marcha do Progresso do Homem”.

Foi um rastro de conquistas e decepções, devidamente anotadas na minha consciência.

Lutar foi preciso.

Casei-me e Lidia me deu dois filhos maravilhosos, Marcelo e Patricia.

Meu filho casou-se e me deu uma Nora  especial e uma Netinha linda, até parecida comigo, e que me surpreende todos os dias, como se fosse uma varinha mágica; que encheu minha vida de muito movimento e que fez meu preparo físico, quase voltar ao normal e principalmente, colocou no meu coração o amor em quantidade que nunca havia conseguido juntar.

Então aqui estou aos 72.

Parece que foi ontem, que o bebê mimado, moleque caipira, começou a sua caminhada para chegar até onde foi possível as suas forças o levarem.



A luta continua!

terça-feira, 20 de março de 2012

Orar é preciso

Olhando pela minha janela, naquela manhã de Sol, chamou-me a atenção uma Rosa Vermelha do meu pequeno jardim.

Acostumado com os solavancos impostos pelas coisas da vida, que obriga todos os seres humanos a se desdobrarem em atitudes, mesmo assim, em absoluto deleite, comecei a admirar a linda Rosa Vermelha.

Apesar do calor, que já se mostrava abrasador àquela hora da manhã, pude começar a apreciar o quadro que se desenhava diante de mim, pelas gotas de orvalho que se equilibravam na Rosa Vermelha, quais verdadeiras malabaristas abrilhantando um maravilhoso espetáculo.

O cintilar do vermelho das Rosas Vermelhas e do brilhante das gotas de orvalho  construíam no ambiente onde estavam todas as possibilidades da beleza universal.

Foi um raro momento.

Não sei se em voz baixa ou mesmo em pensamento, comecei a agradecer a Deus pela beleza que nos destinou.

“Obrigado meu Deus pelas cores desta manhã, pelos cantos dos passarinhos, pelo roçar das folhas, que nas suas danças patrocinadas pela força do vento, é a música da natureza a complementar o quadro maravilhoso desta manhã; que o meu coração de homem do mundo, abençoe esta oportunidade de perceber esta maravilha da sua natureza e que os corações de todos os homens sejam tocados pelas suas mãos para que eles, também, tenham a sensibilidade de perceberem a maravilha da sua grande obra.”

Foi uma oração simples, igual às que todos temos oportunidade de fazer, pelo simples fato de que em todas as manhãs acordamos olhando as maravilhas do nosso Criador.

Sei que, infelizmente, não acontece simples assim, pois muitos dos seres humanos, apesar de olharem, por causa da dureza de seus corações, não conseguem ver o grande presente que Deus nos deu a todos.

Orar é preciso e, por isso, aprender a orar é preciso.

Assim, tudo que temos à nossa volta, nossos irmãos, a natureza, os animais e todos os nossos problemas, têm que ser vistos com olhos de ver e com o coração de agradecer, pois tudo, absolutamente tudo, faz parte do tempero que promove o nosso progresso espiritual, e apesar de qualquer rumo que tudo isso tome, nos lembremos de fazermos a nossa oração.