segunda-feira, 18 de julho de 2011

O trabalho

O trabalho digno na modificação dos recursos naturais em bens de utilidade, para os homens, é o melhor instrumento para o homem melhorar a sua qualidade espiritual.
Os ganhos materiais que, normalmente, o homem recebe pelo seu trabalho é o meio pelo qual ele cuida de renovar as suas energias físicas, importante providência para que ele possa prosseguir com o seu trabalho.
Esta convenção está creditada à evolução do ser humano regulando os interesses.
A isto chamamos de relação multiplicadora do Capital e do Trabalho.
Na verdade, o atual estágio da evolução espiritual do homem, tem viciado esta relação fazendo com que alguns, que se julgam mais poderosos, se aproveitem para fazer valer as suas diretrizes.
Aliás, ao longo da história do homem, neste mundo, temos visto o triunfo parcial desta classe.
Não há nenhum mal que perdure indefinidamente, e, este que por vontade divina é vencido aos poucos, com certeza, algum dia terminará.
A natureza humana não permite que homem seja agente passivo, constituindo-se esta expressão da sua personalidade em mola propulsora do seu progresso, tanto físico quanto espiritual.
Por isso, ao se mostrar, durante as relações humanas, reivindicativo, critico e cada vez mais dentro da legalidade, ele estará contribuindo para que o equilíbrio fique cada vez menos distante.
Este tipo de ação justa, no entanto, para que não seja agente, simplesmente, de mudança da origem das diretrizes, tem que ser, efetivamente, baseadas na lei do amor.
Quando o homem ama ele é, automaticamente, um agente do bem.
Amiúde temos visto muita propaganda dos que fazem o mal, os jornais, as emissoras de rádio e de televisão cuidam para que isto aconteça.
As mensagens de irmãos do mundo espiritual, no entanto, têm nos confortados com noticias de que o nosso Mundo de Expiações e de Provas, rapidamente, se aproxima do momento de modificar-se em Mundo de Regeneração.
Os ensinamentos de JESUS DE NAZARÉ são as diretrizes que devemos incentivar em nós mesmos para avivar o amor com o qual fomos criados.
Trabalhando pensando mais naquilo que poderemos levar para o mundo espiritual, sem abrir mão dos nossos direitos do mundo físico, acompanhados do amor, que contribui para o progresso das relações humanas, estaremos servindo os desígnios de DEUS.
             


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ontem e hoje

 
Eu e meus companheiros, meninos travessos, que não tínhamos nada o que fazer dentro de casa, acompanhávamos o sol e a lua, inventando nas ruas da cidade toda a sorte de brincadeiras.
Nos pendurávamos na rabeira dos caminhões que, perigosamente atravessavam a cidade, entrando pela Avenida Limeira e saindo pela Estrada de Rodagem, onde hoje conhecemos como Avenida Leme, e era como se tivéssemos feito uma viagem ao Planeta Marte.
Havia fartura de frutas que buscávamos nos quintais das casas. Jabuticabas, mangas, laranjas, uvas, mamões, compunham a nossa sobremesa que comíamos sentados nas calçadas das esquinas, sempre muito escuras de nossa cidade.
Éramos tudo naquela época. Tarzan, Zorro, a Múmia, Durango Kid, Homem Cobra, Capitão América, Batman e Robin, mas, principalmente, éramos crianças.
O certo é que nem desconfiávamos que estávamos vivendo numa época sem igual.
Tínhamos a infância que nos permitia viver os últimos momentos do romantismo, na verdade, últimos seres do planeta Terra a gozarem a liberdade plena dos moleques.
Por isso, fomos testemunhas oculares e participantes da grande transformação que chegou com o progresso da tecnologia, impulsionado pelo boom científico de após guerra.
Imaginem que assistimos a substituição das fossas nos fundos de quintais pelas privadas patentes; da evolução do teço-teco para aviões a jato; do rojão de São João para os foguetes interplanetários; da noticia via tartaruga para os fatos trazidos ao vivo para dentro de nossas casas, via televisão e internet.
Somos do tempo que a contabilidade era feita à mão, com letras demoradamente desenhadas, hoje substituídas pelos potentes computadores, que não deixam que se cometa erro nos lançamentos, tirando do homem a ventura de procurar e encontrar uma diferença nas suas escritas.
Além do mais, os que são da produção, hoje em dia, nem conseguem ver mais o resultado do seu esforço, pois a produção começa aqui e termina lá longe, dentro de uma caixa já endereçada ao estabelecimento que vai comercializa-la ou usa-la.
Dona Maria, que lia estas linhas por cima de meu ombro, perguntou-me:
Aquele tempo era melhor ou pior que os tempos de hoje?
Pensei, pensei e respondi-lhe:
Hoje é bem melhor. A vida passou a receber o auxilio da tecnologia, facilitando as coisas para todos nós e, melhor ainda, cuidou para que o aumento da população não ficasse sem as coisas básicas, graças ao avanço da produção.
Então para com este saudosismo homem.
Impossível, Dna Maria. O meu saudosismo não é baseado nas facilidades, mas sim nas aventuras proporcionadas pelas condições daquela época.
Nada substitui a beleza de um namoro sob as vistas do pai.
As facilidades de hoje não podem ser melhores que a dificuldade de tirar uma moça para dançar.
Até as conversas, nas noites calorentas, sentados à porta da casa, são mais belas que todas as facilidades de hoje.
Nisso o senhor tem razão, pois naquela época as coisas eram mais difíceis, mas, eram ao vivo. Hoje apesar de todas as facilidades, as grandes venturas do homem passaram a ser virtuais. As que são ao vivo, infelizmente, acontecem quando os bandidos são os principais personagens. Haja medo para sentir.   

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Gozando Férias

Neste período do ano uma grande parte dos brasileiros está gozando férias.

As férias escolares liberam os estudantes das 3 faixas etárias e a família ruma, quase sempre, para o litoral.

É verdade que a viagem que deveria demorar 3 ou 4 horas, acaba se transformando num longo martírio nas filas intermináveis dos engarrafamentos.

Há os que dão sorte, e até por se programarem melhor, conseguem driblar as peripécias do transito.

A volta é sempre mais dolorida.

Juntam se num mesmo momento os engarrafamentos e os assados turistas, voltando das merecidas férias.

Entretanto, é bom que se diga, a cabeça está fresca.

O gerente volta com a vontade de renovar a administração da empresa; o patrão vem com a luz da descoberta de como ganhar mais dinheiro acesa; a patroa pensa seriamente em recolher o FGTS da sua empregada; os filhos se imaginam verdadeiros Ronaldinhos Gaúchos, prontos para ganhar todos os jogos no clube; as filhas não param de olhar para as suas sandálias e se imaginam Gisele Bunchem.

Isto é natural.

A vida rola a poder de periódicas renovações, sem as quais o ser humano se transformaria em verdadeiros bonecos.

No contexto social do mundo em que vivemos, no entanto, é preciso que esta força de trabalho, que gozam suas merecidas férias, tire durante o ano um tempo para pensar nos desvalidos.

Muitos deles já pensam, porém a grande maioria, ainda guarda a enganosa impressão de que os desvalidos são aqueles que não procuram trabalhar. Afirmamos que existem muitos desta cota, mas muitos deles se matam de tanto trabalhar e não recebem sequer para as mínimas necessidades.

Não se pode exigir que o senhor a senhora e seus filhos chamem para si a solução definitiva deste problema, mas não custaria nada, dedicar algum tempo em pensar em resolvê-la.

Acreditamos que o dinheiro não seria a principal variante desta solução, mas temos a certeza de que se pensarmos mais nos desvalidos, mais organizada será a ajuda.

Quanto de ensino temos deixado de ministrar por simplesmente não nos ocuparmos de pensar nas soluções.

Então, não é metendo a mão nos bolsos que conseguiremos ajudar, mas com absoluta certeza ajudaremos grandemente se empregarmos um pouco de raciocino em prol da solução.

A lógica desta recomendação está no fato de que quanto mais pessoas entrarem no mercado de trabalho e do consumo, mais as nossas férias serão facilitadas, pois um pouco do suado dinheiro que todos usamos para gozamos nossas férias, provem ou do trabalho ou do consumo dos desvalidos.

Até para termos mais para gastar em nossas férias, raciocinemos um tanto mais na solução que devemos dar para que os desvalidos possam, cada vez mais, sentirem que são alguém nesta vida.









segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quando um não quer, dois...

 
Lá na minha casa estamos praticando o mais fino planejamento do bom viver.

Não podia ser diferente. Onde duas pessoas apenas constituem o que restou do número inicial da família (éramos 4 eu, minha esposa e meu casal de filhos), convenhamos torna-se muito facilitada a possibilidade de planejamento que tenha sucesso.

Assim, dividimos as tarefas. Minha esposa fica nas decisões e eu na absoluta obediência.

Desta maneira a nossa vida tem se transcorrido sem muitos sobressaltos, apesar do pouco dinheiro da vergonhosa aposentadoria que, depois de muitos anos levando nos ombros o progresso do país, o INSS nos destinou.

Apesar desta organização, de vez em quando, eis que surgem os inevitáveis problemas.

Então dois adultos, vacinados pelos problemas da vida, separam-se dentro da casa que é o mesmo teto que abriga o homem e a mulher e, como só acontece nestas ocasiões, com os bicos e as rugas acentuadas promovem o silêncio dos ofendidos.

Segundo Dona Maria, minha amiga que me ajuda a entender e a compreender a vida, isto é o tempero do bom aprendizado.

Como sempre ela está certa. Como haveríamos de apreciar as belezas do mundo, a felicidade e a paz, se não tivéssemos passado pelos momentos que levaram aos nossos olhos a feiúra, se não ficássemos tristes e se as dificuldades não fizessem temermos pela paz.

Baseados nisso, eu e minha esposa, acrescentamos ao nosso planejamento de vida o momento da tolerância.

Seja qual for a gravidade do momento que possamos viver, sempre, com muito esforço, nós dois nos encontramos num canto estabelecido, dentro de nossa casa, e, apesar de toda a dificuldade gerada pelo desentendimento, olhamos nos olhos um do outro e nos perguntamos se vai valer a pena continuarmos de cara feia.

Tem dado certo e sempre acabamos terminando em bom entendimento e planejando um passeio, no qual, as nuvens da tempestade dêem lugar ao sol da bonança que todos os seres do mundo almejam.

A respeito deste método, Dona Maria diz: Quem sabe faz, quem não sabe, se for inteligente, ajuda. 

É como eu disse: A minha mulher sempre decide e eu sempre obedeço. Me faz muito bem.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

O obvio é a grande surpresa

 
A oposição tal como ela é feita, segundo a candidata à presidência na última eleição, Marina Silva do Partido Verde, está ultrapassada.

Segundo ela, ainda, oposição por oposição é coisa que deve ser definitivamente excluída da política.

E mais, ela diz que o governo eleito deve chamar para o esforço de governar os melhores de todos os partidos, evitando a divisão de governar pelo interesse, partindo do princípio de que todos os partidos estão interessados no progresso da nação, do estado e do município.

Para surpresa geral a fala da ex-candidata é exatamente aquilo que desde que foi “inventada”, a democracia, deveria ser grande preocupação da classe política, pelo menos era assim que pensava o povo brasileiro.

Então podemos imaginar com acendrada preocupação:

Na mão de quem estivemos todos estes anos, desde o nosso descobrimento.

Menos pior, no entanto, que através de importante participante da política brasileira, que é a senhora Marina Silva, venha à baila aquilo que deveria ser o ápice dos desejos dos políticos brasileiros:

Trabalhar para o progresso do país com justiça social.

Para tanto é preciso que se examine a situação atual, onde alguns ganham rios de dinheiro, trabalhando muito é certo, mas em detrimento de outros mais que se matam de tanto trabalhar e não conseguem dinheiro nem para comer com dignidade.

Isso é o resultado dos embates políticos entre situação e oposição que abrigam número importante de mentes doentias que, só pensam no poder a qualquer custo sem o mínimo de preocupação com os que levam o país nas costas, sem terem direito à repartição equânime do resultado do esforço de todos.

É uma crueldade.

A esperança é que nestes dias que espocam aqui e ali, por este mundo afora, tsunamis, terremotos, erupções vulcânicas e enchentes incríveis, a deixa da ex-candidata de que a oposição por oposição está ultrapassada, seja o pontapé inicial de modificações importantes nos comportamentos dos governantes do Brasil e do mundo, para que seja resgatada a verdadeira verdade de que somos todos iguais.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O casal de Bem-te-vis

O Bem Te Vi caprichava no seu canto empoleirado no fio. Da antena de uma televisão a fêmea respondia-lhe toda arrepiada. O final da tarde quente, quase sufocante, em pleno inverno, foi visitado pelo pé de vento que desarrumou as penas dos dois pássaros.
Do fio um cantava: - Bem-te-vi, Bem-te-vi, Bem-te-vi......viiiiiii!
Da antena outro respondia: Viiiiiii....... Bem-te-vi, Bem-te-vi.
O nosso senhor, caminhando rápido, com as mãos sobre os óculos, para quebrar a incidência do sol que bocejava, de pijama, pronto para ir dormir, resolveu parar para assistir o namoro das 2 aves.
Há quanto tempo, pensou, ele próprio não trocava, com a sua amada, palavras de admiração, de carinho, de amor.
Com o passar dos anos tornou-se prático graças, evidentemente, às experiências que havia acumulado. De tudo entendia um pouco. Bomba atômica, foguetes espaciais, passagens da Bíblia, peças teatrais, filmes, astros e estrelas de cinema, futebol, mergulho, alpinismo, economia, política, etc. Tudo isto lhe custara muitas horas de raciocínio.
O pássaro macho alçou vôo e passou raspando a antena de Tv e a fêmea, como que pegando em sua mão voou junto com ele. O vôo foi brincalhão com subidas e descidas, como se fossem dois protagonistas de uma dessas histórias de amor que a gente vê nas novelas. Tudo mais havia perdido o seu valor para os dois passarinhos que, com certeza, voariam brincando e rindo até encontrar um galho mais simpático para servir-lhes de cenário de mais uma noite de amor.
O nosso senhor sacudiu a cabeça energicamente e deu um sorriso pelo canto da boca. Não foi preciso que o seu pensamento fosse completo para entender que naquele mesmo dia, chegaria e resgataria o tempo que a convivência tratara de tornar sem calor.
Pensou na sua querida mulher e nele próprio, como dois seres com todos os direitos do mundo de rir, chorar, amar, torcer, amar, amar mais, muito mais amar.
Os seus filhos já estavam grandes e embora fossem, ainda, destinatários do amor deles, já recebiam amor de outras pessoas, namoradas, amigos, colegas, e eles, a menos que materializassem o amor de um para o outro, perderiam o jeito carinhoso de se expressarem.
Por isso, entrou pela porta da cozinha, com o olhar marotamente colocado na posição de desejo e sem dizer nenhuma palavra, apanhou pelas mãos sua mulher e como dois Bem-te-vis, saíram procurando um canto que hes pudesse servir de cenário para uma noite de amor.
Dali pra frente, a brasa desta noite de amor, se fosse avivada todos os dias, jamais se apagaria e ele jamais precisaria ficar com inveja de um casal de Bem-te-vis.


sábado, 21 de maio de 2011

É simplesmente uma questão de tempo

O verdadeiro martírio, neste instante da história do Planeta Terra, é a crueldade que faz muitos homens, todos os dias, procurar onde trabalhar e não alcançar o seu intento.
A crueldade aumenta, se é que é possível aumentar esta crueldade, quando os que estão atendidos neste anseio de ter um trabalho, qualificam os que estão fora do grupo empregado, de preguiçosos.
É certo que muitos deles, por demência ou vicio se comprazem em nada fazer. Estes haverão de receber a atenção e as preces que necessitam e serão considerados adoentados e, portanto, considerados da quota daqueles cuja encarnação atual está praticamente perdida.
Os outros não.
Temos testemunhado portas serem fechadas sem um mínimo de cerimônia, sem nenhum esforço daqueles que são favorecidos em prol dos descamisados, substituídos na preocupação do socorro pelos anseios materiais.
Isto é fato.
No entanto precisamos reconhecer que este comportamento, que mostra o atual progresso do ser humano, foi construído através da história de superação dos desafios enfrentados, com a exacerbação dos instintos, sem os quais o homem já teria sido alijado do planeta.
Por isso, é premente o entendimento desta história, que servirá de fato, como a necessária emulação que promoverá a acuidade dos sentimentos, que levará o homem a sentir a necessidade de se modificar.
O dia a dia, impondo a todos as dificuldades nos aprendizados acompanhados de real desconforto, substituirá nos retardados com o passar do tempo, os estímulos para que eles acompanhem os emulados que patrocinam na vanguarda história a implantação do instinto raciocinado.
É uma questão de tempo.
O caminho já se abriu para todos. Mesmo que nos cause espanto os desmandos quem vêm à tona, em todos os setores da sociedade, afirmamos que os mensageiros da paz nos informam que isto é apenas a luz que invadiu recantos sombrios que antes permaneciam nas trevas e agora estão à mostra para sofrerem as correções necessárias para que engrossem os “ lux” necessários para a definitiva iluminação de nosso planeta