domingo, 7 de outubro de 2007

A rosa carente


A rosa vermelha parecia carente.
Contra o céu azul, o queimado do sol no vermelho vivo, fazia suas pétalas parecerem um pedaço de terra do nordeste, inclementemente esturricado pela falta de chuva.
O certo é que o dia tinha tudo para ser um dia triste.
Felizmente, como um raio laser o sorriso da criança no colo da mãe novinha em folha, iluminou a manhã e transformou o ânimo de todos nós.
A quase menina, agora transformada em mulher, caminhava devagar, medindo os seus passos, segurando a criança contra o peito, coberta pelo pano bonito, evitando os raios do sol que, insistentemente, procurava ver o rosto do novo morador do planeta terra.
Recordei-me de minha mãe.
Os seus oito filhos, crescidos debaixo de carinho e que lhe deram tanto trabalho.
Com certeza, eu e meus irmãos, tivemos o direito, também, ao primeiro passeio, coberto pelo pano bonito, escondidos dos olhos curiosos do sol da manhã.
Especialmente eu, pelo que me contam, franzino e, por isso, acostumado com mimos, só dormia no colo da tia Nair.
A visão e as lembranças fizeram-me mais confiante e resolvi dar um pulo à casa de Dona Maria, a minha vizinha que me ensina a compreender e a entender o mundo.
— Bom dia Dona Maria!
— Bom dia seu Vernil! O senhor parece que viu passarinho verde.
— Que nada Dona Maria. Para falar a verdade, não fosse o filhinho da Antonia sorrir o dia de hoje ia ser duro de suportar.
Deu-me vontade de contar-lhe as minhas lembranças, mas como não tinha o dia todo, fiquei em silêncio.
— O senhor está é muito sensível.
— A senhora está correta. Eu estou precisando tirar a minha cabeça dos problemas e descansar um pouco.
— Que nada seu Vernil, o senhor é um homem que ama a vida e quem ama não tem jeito de ficar cansado de nada.
A minha amiga mais uma vez tinha razão.
O amor tudo transforma. Nele o homem encontra, sempre, mesmo nos momentos de maior preocupação, espaço para ver nos fatos o que é positivo para a vida.
Lembrei-me da frase de Emmanuel na tabuleta da Clínica Sayão:
“O exercício do verdadeiro Amor não pode cansar o coração”.
A esperança renasceu na minha carrancuda expressão e o dia foi, mais uma vez, um lindo dia de minha vida.
E o botão da rosa preparava-se para dar vez, mais uma vez, a uma rosa com pétalas de veludo.
— Tá certo Dona Maria! Mas o que dizer da obra de igreja que virou a duplicação da rua dos Coroados. O meu carro já teve duas buchas da suspensão estouradas, sem contar as inúmeras vezes que o bico do carro bateu no chão, por causa dos buracos lá da rua 2 do Fátima, opção natural para se ir da cidade para a zona leste. Será que estão esperando alguma data propícia para entregarem a obra, para todos os sofridos motoristas que residem ao longo da avenida Loreto.
— Nisto o senhor tem razão, seu Vernil, o pior é que a ponte que já está com as grades pintadas, ainda não está pronta, faltando a ligação da dita cuja às pistas da marginal.
— O que eu estranho, Dona Maria, é o grande defensor da Zona Leste, vereador atento, não ter dito uma palavrinha a respeito da demora incompreensível para o término desta obra. Os seus eleitores devem estar anotando isso. E mais, ninguém ligado à obra veio a público dizer os motivos do atraso.
— Seu Vernil deixa isso prá lá. Fique certo que o povo, principalmente, as pessoas que estão sendo prejudicadas, não vão esquecer o fato.
— Tenho absoluta certeza disso. Estava esquecendo-me do motivo que me trouxe até aqui. Queria cumprimentá-la pela passagem do dia mundial da mulher e desejar que, o seu brilho e o das companheiras que viajam conosco em direção à eternidade sejam cada vez mais visíveis aos olhos deste mundo.
— Aquele abraço, Dona Maria e os meus sinceros parabéns.

A força das rosas


— Quem manda no Brasil?
— Pelo pouco que sei, dona Maria, não temos quem mande no Brasil. As instituições que compõem o Estado brasileiro é que mandam no Brasil. Assim, algumas pessoas mandam mais que as outras nas instituições mas, no Brasil, individualmente ninguém manda.
— E o F B M, não manda nada?
— Quem é este F B M, dona Maria?
— Bem se vê, seu Vernil que o senhor anda meio por fora. É o todo poderoso chefe do submundo, Fernandinho Beira Mar!
— Numa demonstração de poder e de articulação, colocou em cheque as autoridades constituídas. Primeiro foram os que pensam que mandam no Estado do Rio de Janeiro e depois os que pensam que mandam no Brasil.
— F B M é tão poderoso que, mesmo preso numa prisão de segurança máxima, planejou e comandou a bagunça lá no Estado do Rio de Janeiro. Por conta das ações dos comandados de F B M, ônibus foram queimados, comerciantes não abriram as portas do seus estabelecimentos e o povo de olho arregalado manteve-se dentro de casa, com medo de sair para o trabalho ou de ir à praia.
— É o fim da picada, dona Maria! É um poder paralelo que, todos os dias, por este Brasil afora, mostra a força que tem, enquanto as autoridades ficam discutindo quem é que vai peitar os bandidos.
— É indiscutível, seu Vernil, que a polícia, debilitada pelas suas mazelas, não consegue combater o crime como deveria.
— Ainda bem que o Carnaval vem aí e por conta do Reinado de Momo, a alegria vai ficar em evidência, apesar do perigo, cada vez mais real do crime tomar conta de todos nós.
— Falando de amenidades, dona Maria, como vai o seu jardim?
— Cada vez mais bonito, seu Vernil. Imagina que as rosas vermelhas continuam dando o tom e, como o senhor disse, elas são, graças a energia que possuem, fonte de tranqüilidade lá no meu cantinho.
— Por certo, dona Maria, sozinhas elas não farão a felicidade de ninguém, mas com elas, agir e conquistar a felicidade fica mais à mão.
— É verdade. Sabe seu Vernil, numa destas noites passadas, tive um sonho muito expressivo. Já há algum tempo que eu vinha sentindo muita saudade de minha mãe, morta faz muito tempo. Nesse sonho, caminhando por um caminho todo arborizado, de repente, apareceu à minha frente minha mãe, mais bela que nunca, com fisionomia descansada e irradiando muita paz, estendeu para mim algumas belas rosas vermelhas dizendo:
— Isso é para expressar o amor que sinto por você e por todos os nossos. Você vai sentir nestas flores a minha presença e através da força que elas representam estenderei a minha mão para ajudá-lo. Deus de abençoe!.
Ela sumiu e eu acordei sentindo no meu peito o abraço que ela me deu antes de partir.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A nossa esperança



Nesta semana termina o prazo para as desfiliações e as filiações a partido político, visando às eleições do próximo ano.

É, portanto, o começo do processo que elegerá um novo prefeito e uma nova câmara municipal para a nossa cidade.

Segundo o que estamos observando, a correria dos grupos políticos, tal como nas vezes anteriores é grande.

Todos os partidos querem garantir para suas fileiras, filiados que somem possibilidades.

É justo que seja assim.

Só achamos que a maneira para que seja conseguido atingir esta meta, infelizmente, ainda, esteja impregnada dos maus costumes das anteriores.

Dizem que isso faz parte do exercício da Democracia.

As insinuações, as promessas, os posicionamentos dúbios, as afirmações que não se sustentam, insistem em fazer parte do cotidiano da política.

Entendemos que enquanto os homens e mulheres que fazem política não se modificarem, no entendimento de que as discussões do bem público precisam ser transparentes, estamos, todos nós, condenados a assistir esta pobreza de moral que, finalmente, acabam por definir o estado moral atual da própria humanidade.

Então, afirmamos, é uma questão de realidade moral este emperramento, que impede que a nossa cidade e, por conseqüência, o próprio Brasil, entre no rol dos países desenvolvidos do mundo.

As riquezas naturais, o trabalho desenvolvido pelo povo, o amor deste povo à paz, dão condições especiais para que a vida do brasileiro, com certeza, possa alcançar melhores condições.

Por isso, apesar de estarmos longe do momento da escolha de nossos candidatos, agora é o momento para incentivarmos todos os eleitores de nossa cidade para um exame, desde hoje, dos nomes que nos serão apresentados para que, de fato, sejam eleitos aqueles que disponham de melhores requisitos para desempenharem os papeis de administradores e de legisladores de nossa cidade.

Aqui, em nossa Araras, ainda, graças ao desenvolvimento que tivemos até aqui é onde pode ser iniciado o processo de progresso dos costumes democráticos, que estão defasados para serem eficazes, em virtude das necessidades que precisam atender.

Por fim, afirmamos que a esperança, obrigatoriamente, tem que fazer parte de todos nós, pois ruim com ela, pior sem ela.

Escolham desde já com muita esperança.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Primeiro a saúde depois o resto - II



Somos, amiúde, chamados a emitir opinião a respeito do Hospital construído na parte leste da cidade.

Não nos furtamos a dá-la.

Reconhecendo que, em nossa opinião, a construção do Hospital lá no José Ometto, não foi em atendimento a uma prioridade que, digamos, tenha sido baseada no bom senso, num planejamento que viesse atender e solucionar os problemas de atendimento hospitalar da cidade.

Entretanto, somos obrigados a não agredir fatos e, por isso, agora que o hospital está construído, achamos que ele tem que funcionar como um Hospital de fato.

Se funcionar com planejamento inteligente o serviço a ser prestado será de inestimável valia.

Sabemos, no entanto, que para tanto será necessário que se destinem verbas, dinheiro, para que o funcionamento seja eficaz.

Ora! Dinheiro não dá em árvores.

E será uma questão certa que a prefeitura terá dificuldades em destinar a verba necessária para o bom funcionamento do Hospital sem prejudicar o PS do Hospital São Luiz.

Esta questão é matemática.

Onde tínhamos um, agora teremos meio.

Não é sem causa que prefeitura e Hospital São Luiz estão cruzando armas na busca, um de baixar o valor da verba e outro correndo atrás de uma melhor remuneração, para continuar garantindo a prestação de serviços com a qualidade que todos os ararenses estão acostumados.

Será que o Hospital São Luiz está pedindo muito?

Será que a prefeitura está oferecendo pouco?

Não sabemos e é bem provável que nunca saberemos.

O que podemos fazer é, desde logo, dizermos ao senhor Prefeito e à administração do Hospital São Luiz que, o Povo de Araras não pode ficar sem o excelente serviço de atendimento médico no PS que está situado no centro da cidade, eqüidistante de todos os bairros da cidade.

Falta dinheiro?

O Prefeito que o arrume

O dinheiro é pouco?

O Hospital São Luiz que se ajeite.

Pois não queremos nem pensar em deixar para segundo plano, no meio desta discussão toda, a saúde de todos os ararenses.

Lembramos que o serviço de saúde é dever de governo.

Este comentário fizemos nos microfones da Rádio Tropical no mês de maio passado e ele é tão atual que resolvemos fazê-lo novamente.

Infelizmente, agora, em piores condições do que em maio, mostrando que os administradores, tanto da cidade como do Hospital São Luiz, foram incapazes de fazerem a coisa certa, em benefício da população ararense.

Faltou bom senso?

Faltou vontade política?

Faltaram os dois e quem saiu prejudicado, com certeza, mais uma vez, foi a população de nossa cidade.

Araras, 27 de setembro de 2.007.






quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Capítulo II - Meu Reino não é deste Mundo-1


Cap.II Ev. Segundo o Espiritismo
( João Cap.XVIII, v.33,36.37.)

Qual o juízo que todos devemos fazer a respeito da afirmação de JESUS: MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO.
Paradoxalmente, foi Pilatos quem criou a divina oportunidade para que JESUS fizesse a afirmação acima. De fato, foi a pergunta de Pilatos:
-“ÉS REI DOS JUDEUS?’’

que provocou essa proverbial resposta.
Na resposta Jesus falou da VIDA FUTURA que o Espiritismo, através de Kardec, veio explicar.
A meta para o homem passou a ser: viver bem a vida para poder viver uma vida futura em melhores condições.
Para tanto é necessário que ele pertença à verdade, entendida como tal, O RESPEITO À LEI DE DEUS que nosso mestre JESUS CRISTO ensinou e que o Espiritismo, na sua Doutrina especifica com clareza.
As vicissitudes da vida no Planeta Terra são desafios que se desenrolam segundo a segundo, colocando-nos à prova e nos mostram a necessidade de nossa atenção total para não permitir que coisas pequenas nos desviem do nosso progresso espiritual.Estaremos vencendo essas provas na medida em que vivamos impulsionados pela FÉ INABALÁVEL NO PORVIR, baseada na afirmação de JESUS na VIDA FUTURA, MELHORANDO-NOS NA VERDADE, EM CADA SEGUNDO, ENQUANTO DURAR A NOSSA VIDA PRESENTE.

Capítulo I - Eu não vim destruir a Lei - 2


(Mateus, cap.V,v.17 e 18)

Desde a criação do Mundo a Lei de Deus escolta o seu desenvolvimento. O decálogo de Moisés materializou-a no sentido de aprimorar o homem que, arraigado no costume de fazer valer a vontade daqueles que de alguma forma detinham o poder, estavam distante da vontade do Senhor Criador.
Deus, ao longo da existência do homem na terra, através de emissários iluminados que vieram em missão, estimulou os espíritos encarnados em direção ao progresso.
O progresso moral era tímido, gerando a necessidade de incentivo que lhe imprimisse velocidade adequada.
Os homens vivenciando os aprendizados e reaprendendo as lições, mostravam-se renitentes. A grande diversidade, embora garantido o crescimento incondicional, obstava um crescimento mais rápido. Era preciso algo que obstasse o egoísmo e outros sentimentos desqualificados. O amor seria então, a estrela que a partir daí brilharia no firmamento guiando com segurança todos os viajores da qualificação espiritual.

Deus então enviou Jesus Cristo, cumprindo o que os Profetas haviam prometido para, não só reafirmar a Lei de Deus, divulgada por Moisés, como também, e principalmente, para explicá-la, aprimorá-la e vivenciá-la, ensinando aos homens como Deus queria que eles vivessem encarnados, com a finalidade de evoluírem espiritualmente.
O filho de Deus, como todos nós, Jesus, de iluminação impar, encarnado começou a sua tarefa. Para tanto contou com a ajuda de muitos irmãos nossos, encarnados em missão de auxílio: João Batista, o precursor, os apóstolos, Madalena e, principalmente a sua querida mãe, Maria.
O planejamento com João seu primo; os seus conceitos dados aos sábios do templo, em Jerusalém; a sua peregrinação curando e pregando a Boa Nova; o grande sermão da montanha; o socorro à mulher adultera; a sua prisão; o seu julgamento; a sua crucificação e a sua libertação espiritual.
Deixou-nos os seus ensinamentos, verdadeiro mapa para guiar todos os espíritos.

O Evangelho de Jesus Cristo, segundo o Espiritismo é a fonte onde todos nós, Irmãos Companheiros Encarnados, podemos haurir os ensinamentos necessários para uma vida objetiva e de utilidade, AMANDO A DEUS SÔBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS.
O Espiritismo veio, então, em socorro dos Espíritos encarnados, revelando, retirando o véu, daqueles ensinamentos que à época de Jesus não puderam ser compreendidos na sua profundidade. A 3ª. Revelação traçou com linhas firmes o caminho do progresso do espírito.
O próprio Santo Agostinho através de memoráveis comunicações, colaborou com estas revelações.
É dele esta afirmação: “Os milagres não acontecem em contradição com a natureza, mas apenas em contradição com o que conhecemos da natureza”.

Capítulo I - Eu não vim destruir a Lei -1


Antigamente os fenômenos aconteciam e a ignorância fazia com que o povo de Deus os temessem. Além disso, os mais espertos, sem escrúpulos, aproveitavam para enganar o povo e dominá-lo.

A vinda de Jesus, encarnando neste planeta, para cumprir ordem do nosso criador, começou a levantar o véu para mostrar que havia algo mais que o sofrimento e a escravidão do povo.

Entretanto, naquele tempo, o povo não estava preparado, ainda, para conhecer toda a verdade e, foi preciso que Jesus de maneira criativa e inteligente falasse da Lei de Deus de modos a não chocar e garantir que suas falas fossem espalhadas pelo mundo.
Conforme ele havia prometido o Espiritismo, pela codificação de Kardec, veio para ratificar o Evangelho de Jesus e explica-lo.

A terceira revelação da Lei de Deus não é fruto do trabalho do homem, de nenhum indivíduo, porque é o produto de ensinamento dado pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, que ecoaram sobre todos os pontos do planeta por uma multidão de intermediários, separadamente, trazendo luzes ao povo de Deus.

O Espiritismo não ensina nada em contrário ao que Cristo ensinou e sim clareia os seus ensinamentos em linguagem acessível e no nível do entendimento do povo, preparando o reino de Deus sobre a Terra.

— Aliança da Ciência e da Religião

Na Ciência o homem manipula os elementos materiais e os compõem, melhorando a sua qualidade para destinações variadas, multiplicam a sua quantidade para suprir necessidades, etc. etc.. Portanto, são as criações de Deus nosso pai, que no estado natural permite que o homem através da Ciência melhore a sua condição de vida e faça o próprio planeta evoluir.

Por isso, Religião e Ciência vêm de Deus e, como tal, devem caminhar lado a lado, progredindo até que se saturem e sejam uma coisa só.

Os desencontros de hoje se deve ao egoísmo de alguns, que teimam examinar as duas, Religião e Ciência, separadamente.

Entretanto, malgrado os homens, pouco a pouco o conhecimento vai derrubando os obstáculos explicando e criando coisas novas, caminhando inexoravelmente para a unicidade dos dois pilares que sustentam a evolução deste planeta.

Com Moisés a divindade dos homens (aproveitadores) ruiu de vez e os seus mandamentos delinearam um caminho para o seu povo, num primeiro momento, inaugurando o relacionamento de respeito entre os homens, para mais tarde receber de Jesus, o tempero definitivo, que foi o amar uns aos outros, recolocando o homem nos trilhos do progresso do Espírito, culminando com o advento do Espiritismo que veio situar o homem dando lhe a certeza da vida eterna e esclarecendo-o quanto o verdadeiro sentido da vida.

Quem sou. De onde vim. Para onde vou.