quarta-feira, 25 de agosto de 2021
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo
(2) NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER
DE NOVO
Cap.IVEvang.Segundo o
Espiritismo
(João, Cap.III, v.
Vernil Eliseu – 19
DE abril de 2007 – revisão.
vernileliseu.blogspot.com
(3) A
afirmação de JESUS sobre a reencarnação de ELIAS como JOÃO BATISTA e sobre a necessidade de NASCER DE NOVO PARA
VER O REINO DE DEUS, estabeleceram a distinção entre o ESPIRITO E O CORPO;
consagraram a PRÉ-EXISTÊNCIA DA ALMA e, por conseguinte, a PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS.
(4) OS JUDEUS TINHAM UMA VAGA
NOÇÃO SOBRE CORPO E ESPÍRITO E CHAMAVAM DE RESSUREIÇÃO O QUE O ESPIRITISMO,
MAIS TARDE CONFIRMOU COMO REENCARNAÇÃO.
(5) SE UM
HOMEM NÃO RENASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO, NÃO PODE ENTRAR NO REINO DE DEUS.
O QUE É
NASCIDO DA CARNE É CARNE, E O QUE É NASCIDO DO ESPÍRITO É ESPÍRITO.
(6) AQUELES
DO VOSSO POVO QUE SE TENHAM FEITO MORRER, VIVERÃO DE NOVO; AQUELES QUE ESTAVAM
MORTOS AO REDOR DE MIM, RESSUSCITARÃO (REENCARNARÃO)
Isaias, cap.
XXV, v. 19
(7) TERMINANDO
OS DIAS DE MINHA EXISTÊNCIA TERRESTRE, ESPERAREI, PORQUE A ELA RETORNAREI.
VERSÃO DA
IGREJA GREGA DE JOB, CAP.XIV, v. 14
(8) OS LAÇOS DE FAMÍLIA SÃO FORTALECIDOS PELA
REENCARNAÇÃO.
OS ESPÍRITOS FORMAM NO ESPAÇO, GRUPOS OU FAMÍLIAS
E SE SENTEM FELIZES POR ESTAREM JUNTOS.
(9) A ENCARNAÇÃO NÃO É UM CASTIGO, ANTES É O MEIO
PELO QUAL O ESPÍRITO PROGRIDE,
O LIMITE DE ENCARNAÇÕES É MARCADO PELO SÁBIO QUE
AGE COM PERFEITA SABEDORIA.
(10) VIVER E
APRENDER COM AS EXPERIÊNCIAS DE CADA VIDA, DOMINANDO OS INSTINTOS, APURANDO O
RACIOCÍNIO NA UTILIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS AMEALHADOS É A ROTINA DO ESPÍRITO
ATÉ AS CULMINÂNCIAS DO SEU CRESCIMENTO, GALGANDO PASSO A PASSO, A ESCADA EVOLUTIVA
EM DIREÇÃO AO CRIADOR.
(11) NUMA SÓ VIDA SERIA IMPOSSÍVEL ATINGIR TAL
PERFEIÇÃO, DAÍ A NECESSIDADE DE NASCER DE NOVO, OU SEJA, DE REENCARNAR PARA QUE
O APRENDIZADO SEJA ALCANÇADO E O ESPÍRITO CADA VEZ MAIS SÁBIO, POSSA VER O
REINO DE DEUS.
terça-feira, 10 de agosto de 2021
Lágrimas
Ontem choveu
lágrimas de mil almas,
caladas pelos
beijos sem escrúpulos da vida.
Um lamento
mudo.
É o
rompimento brusco da carne,
que ferida
pelo pecado,
sangra as
dores do prazer.
É o início da
caminhada sem regresso,
pela estrada,
com soluços e sorrisos,
enfrentando
os dissabores das vaias
e a euforia
do sucesso.
É o desgaste
inumano da potência,
a dispersão
das vontades,
a enfermidade
do mundo,
que se impõe
pela violência.
Para depois,
de joelhos,
em súplicas,
rogar clemência.
Mais uma vez Jesus venceu
Mais uma vez Jesus venceu
Dito Flautista sentou-se à frente dos
dois amigos, Zé Lopes e Zé Gostoso.
Os dois amigos entreolharam-se
perplexos. Nunca haviam visto tanta luminosidade irradiada de um ser, como
naquela manhã, irradiava o amigo Dito Flautista.
Zé Gostoso que era mais antigo no
grupo comandado por Dito Flautista, não se contendo, perguntou:
- Amigo, amigo, conte o motivo de
tanta luz. Por acaso você acabou de receber alguma benção divina?
- É, meu amigo, as graças do nosso
criador são muitas e misericordiosas. Imagine você que fui agraciado com uma
ida à crosta terrestre com direito a assistir um espetáculo teatral e, claro,
colaborar na assistência espiritual.
Zé Lopes, com a curiosidade aguçada,
perguntou:
- Onde foi assistir o espetáculo
teatral?
- Foi em Araras, na nossa terra.
Vocês não imaginam o quanto foi gratificante. Na verdade, não havia muito que
fazer, pois o teatro pertence a uma casa que há muitos anos vem prestando
serviços no campo espírita e estava muito bem protegida. O que fizemos foi dar
um brilho a mais. Ficou muito bonito, depois de pronto o esquema de segurança.
Quem viesse do alto, e foram muitos os que vieram, tinham como guia a
luminosidade do local que de tão acentuada ultrapassava a atmosfera terrestre.
Tivemos visitantes ilustres e, o melhor, foi a grande quantidade de espíritos
que necessitavam de esclarecimentos, que compareceram.
Os dois “Zés” estavam bebendo as
palavras de Dito Flautista. Zé Gostoso perguntou:
- Qual era a história da peça?
- Era sobre os ensinamentos básicos
do espiritismo. Uma boa parte dos encarnados que foram assisti-la não
conseguiram entrar e os promotores já marcaram uma reapresentação em outro
local para que estes possam ver a peça. Quando chegar a ocasião, com certeza,
vocês serão convidados a prestar serviços e assisti-la.
A trama focava a Lei de Causa e
Efeito, com o começo do drama desenrolando-se no tempo do Império Romano, onde
as paixões desmedidas, a ganância, o egoísmo, a inveja e muitos outros
males eram exacerbados, provocando crimes
e perseguições entre os Romanos e, principalmente, aos Cristãos, que como vocês
sabem, sofreram muito naquela época.
O texto forte, ágil, escorado por
cenas sustentadas por maravilhosas interpretações, cumpriu o objetivo de
ensinar aos assistentes verdades da vida. Guardada as devidas proporções,
considerei a peça uma mega produção. O guarda roupa foi de um bom gosto ímpar e
bem confeccionado. Os pequenos detalhes, vasos, estatuetas, cadeiras, tudo, bem
distribuído em cena. O vai e vem dos atores e atrizes, ao final de cada cena,
arrumando o cenário para a próxima cena, foi perfeito. Enfim, todos os detalhes
de posicionamento e de expressões interpretativas estiveram em alto nível. A
direção da peça esteve perfeita.
Para vocês terem uma idéia, para não
alongar-me muito, o momento em que o pai adotivo do jovem que estava se
drogando, instado pelo espírito da filha, desencarnada já há algum tempo,
aceita a tarefa de ajudar o jovem, com muito amor, a regenerar-se sob as
bençãos de Jesus..
Para mim, em virtude do trabalho que
estamos desenvolvendo, foi o melhor da peça. Eu penso que o amor demonstrado
por aquele pai, antes tão duro, e o sucesso da sua determinação, ensinou muitos
dos presentes como encarar este problema. Jesus venceu mais uma vez. Foi um
espetáculo inesquecível.
- E as mães da Praça Barão de Araras,
como está o trabalho de divulgação?
Zé Lopes e Zé Gostoso, saíram do
estado de admiração pelo relato do sucesso da peça que foi encenada em Araras,
no Instituto de Difusão Espírita – IDE, no salão azul. Zé Gostoso, limpou a
garganta e respondeu:
- O nosso trabalho de intuir todas as
mães das vítimas da desesperança continua nas 24 horas do dia. Isto é coisa que
demora e, por isso, não devemos esmorecer.
Os três amigos, orando e com um sorriso nos lábios, encaminharam-se para a grande praça de onde uma luz indiscritível emanava e a música bonita se fazia ouvir. Um merecido descanso para os soldados da esperança.
Revivendo
Revivendo
Vernil Eliseu, 14/10/2005 –
vernileliseu@gmail.com
A noite estava tranquila
A praça apesar da falta de cuidado, com a
presença de papeis e plásticos espalhados pelo gramado, ainda assim, era de
aspecto romântico.
A banda não viera, estava participando de um
festival que, provavelmente, deve ter vencido.
Ocupavam o direito de dar o espetáculo, alguns cantores e músicos,
fazendo rolar boa música.
O dia havia sido especialmente quente e no
horário que chegamos à praça começou a soprar um vento fazendo a temperatura
ficar muito agradável.
Não havia muita gente. Era ambiente de
recordação e poesia.
A primeira árvore, alta, junto ao passeio
interno da praça, era figura que chamava a atenção de todos. Esbranquiçada,
desde o tronco até os galhos mais altos, sem muitas folhas. Parecia um ser que
vindo diretamente do frio havia se esquecido da chegada da primavera e não se
vestira a caráter, destoando na composição do lindo ambiente.
Entretanto, como se fora a sua madrinha,
ciosa do bem estar da afilhada, a lua nova pendurou-se no céu e permitiu que
entre os galhos da árvore esbranquiçada, todos nós, ficássemos deslumbrados com
o quadro digno de um mestre do pincel. Gastamos gostosos minutos olhando para o
céu.
O único par que se arriscou a dançar davam
passos graciosos em coreografia especial e do palco dentro do coreto a cantora,
afinadíssima, cantava OUÇA. O momento trouxe à tona as nossas melhores
recordações de um tempo que não volta mais.
Dona Maria uma amiga que me ajuda a entender
e a compreender o mundo em que vivemos, diz sempre: Ficou a experiência e esta
não se apaga e nem se afasta de nós, por toda a eternidade.
É a sabedoria de Deus que nos quer mais e mais experientes para que, quando chegarmos lá no céu, possamos reviver os momentos poéticos de nossas vidas com grande intensidade.
Ajudar, Ajudar, Ajudar
Ajudar, ajudar e ajudar
Vernil Eliseu – 24/08/2004.
vernileliseu@gmail.com
— Bom dia dona Maria.
— Espero que seja mesmo um bom dia, Seu Vernil.
— Qual o motivo dessa descrença?
— Imagine o senhor que o nosso grupo que presta serviço voluntário, anda
querendo desaparecer.
— Alegam algumas companheiras que, apesar do esforço de todas, os
objetivos não estão sendo alcançados e que, faz muito tempo, não entra ninguém
novo no grupo.
— Mas isso é natural, dona Maria. Os grupos que procuram auxiliar, aqui e
ali, precisam levar em consideração que o reconhecimento só virá depois de
muito tempo e, mesmo assim, não será de forma direta, pois que o verdadeiro
reconhecimento será sentido no prazer do dever cumprido.
— Além disso, dona Maria, esses grupos, instituições e quem quer que
esteja no trabalho de benemerência estão, por assim dizer, matriculados numa
escola de bem viver.
Na verdade, a criação e a existência desses grupos antecedem a
instituição, no nosso dia a dia, do cidadão total. Aquele cidadão que constitui
família trabalha e no seu relacionamento social faz, por estar na sua natureza,
o bem sem olhar a quem.
— Isso é verdade. Mas é uma pena, né seu Vernil, esta realidade está
longe de acontecer.
— Olha dona Maria, se bem posso aconselha-la, diria que o caminho que a
senhora escolheu para trilhar esta certíssimo e é bom que nem pense no tempo
que vai durar para tudo estar em cima e
o povo todo agindo em direção do amor que devemos, todos, uns aos outros.
— Tá legal. Vou seguir o seu conselho, mas se eu achar que alguém está
pisando na bola e para corrigi-lo for preciso chamar a sua atenção, isto eu
farei.
— Até isso a senhora pode fazer, mas é preciso que quando a senhora
estiver chamando a atenção, faça isso distribuindo o amor que a senhora tem no
coração.
— Como isso é possível, homem de Deus?
— Se a senhora chamar a atenção de alguém não será para que ele melhore
no serviço que está prestando?
— Será sempre assim, seu Vernil.
— Muita gente imagina que ao amar e trabalhar para o bem pode prescindir
do senso crítico. Isto não é verdade.
— É preciso que o senso crítico, entretanto, esteja firme na sua
expressão e na sua natureza, voltado para o bem que a crítica construtiva
revela, mesmo que alguém tenha que degluti-la com alguma areia grossa.
— É, o senhor tem razão. Nós todos, voluntários, que trabalhamos servindo
os mais necessitados, de vez em quando precisamos, também, de um bom ouvinte.
Eu já percebi seu Vernil, que se não tivéssemos do que reclamar, já teríamos
virado anjos. Daí ...
— Daí que o trabalho, tanto para a senhora como para todos, está apenas
começando.
— Então... Mãos à obra.
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
A mais bonita
A
mais bonita
Vernil Eliseu – 23/09/2003
vernileliseu@gmailo.com
—
Finalmente chegou a Primavera. Eu já estava cheia de tanto frio e da secura do
tempo.
—
Eu, por minha vez, dona Maria, já não aguentava mais cultivar o bendito
resfriado.
—
O resfriado foi tão forte que, o meu vizinho da direita não aguentou as noites
povoadas pela minha tosse e mudou-se.
—
Na verdade, é bom que se diga seu Vernil, o inverno tem os seus encantos. Os
vinhos que bebemos acompanhando os nossos caldos verdes, lá na sua casa,
deixaram saudade.
—
O que falar então das feijoadas lá na sua casa dona Maria.
—
É mesmo. Entretanto, seu Vernil, os resfriados neste ano foram mais fortes que
os do ano passado. Até o senhor que há
muito não pegava um acabou sofrendo como nunca.
—
Não desejo nem para o meu pior inimigo!
—
Mudando de gelo para flores, nesta semana cuidei do meu jardim. Quero que bem
limpinho ele nos mostre as mais lindas flores desta Primavera.
—
Qual vai ser a artista principal do seu jardim?
—
Serão as rosas! As variadas cores, vermelha, chá, amarela, rosa e branca, vão
fazer do meu jardim um recanto de rara beleza.
-
O meu jardim, perto do da senhora, dona Maria, é um grão de areia. Mas as rosas
vermelhas, brancas e amarelas estarão dando cores à frente da minha casa.
—
Não querendo mudar de assunto, mas já mudando, o que é que a senhora achou do
rebaixamento do União?
—
O senhor sabe que pouco entendo de futebol, mas achei uma pena o União ter sido
rebaixado para a série C deste tal Campeonato Brasileiro. Na verdade, seu
Vernil, pelo que pude perceber, o tombo começou com o começo do campeonato.
Aliás, o meu marido, que diz que entende da matéria, andou dizendo desde o
começo que o time do União era muito ruim. Por isso, acho melhor o pessoal que
contrata jogadores lá para o União, além de escolherem os de preços baixos, têm
que escolher os de preços baixos e bons, pois caso contrário, o esforço inicial
para fazer economia acaba indo por terra, pois as tentativas de correção acabam
saindo mais caras.
—
Eu, por exemplo, seu Vernil, quando vou às compras compro sempre o de menor
valor. No entanto, exijo sempre o melhor. Pagar barato, necessariamente, não
quer dizer comprar o pior.
—
Isso mesmo, dona Maria, a lição deve ter sido aprendida e, com certeza podemos
esperar para o Campeonato Paulista um time à altura da história do nosso
verdão.
Como
sempre, né seu Vernil, o Inverno passou e todos temos que cuidar para esta
Primavera ser a mais bonita de todas.
—







