domingo, 24 de novembro de 2013

Propaganda a "arma" do negócio

Como vamos chamar a exposição, em plena praça principal da cidade, de veículos adquiridos pela Prefeitura Municipal.

Os a favor vão dizer que o Prefeito tem todo o direito de expor suas conquistas, para que toda a cidade fique sabendo.

Os que estão contra vão dizer que o Prefeito está fazendo propaganda eleitoral antecipada, dele e do partido a que ele pertence.

A favor ou contra, o fato espelha o mau costume político que, desde que coloque em evidência o nome daquele que está num cargo eletivo, tudo será permitido, mesmo que depois ele tenha que pagar multa por isso, mesmo porque as multas são de valores irrisórios.

O politicamente correto seria que todos que estão no poder tivessem consciência acurada de que é sua obrigação conquistar para a cidade, ou estado, ou nação, tudo que moralmente ele conseguir conquistar.

É claro que, já que a propaganda é arma do negócio, eles teriam o direito de fazer propaganda, através de outdoor comunicando à população que naquele lugar está sendo executada “tal obra”. Mas vejam bem desde que, de fato, a obra já esteja sendo “obrada”.

No caso da exposição dos veículos na praça, pura e simplesmente estaria proibida qualquer tipo de propaganda porque eles ainda não entraram em funcionamento, e quanto mais tempo eles ficarem em exposição, tanto serão os dias que eles deixarão de prestar os serviços para os quais eles foram adquiridos, em prejuízo dos contribuintes.

Mais ainda, porque cá entre nós esse tipo de exposição só mostra a insegurança de quem a faz.

Poderíamos dizer que isso é uma questão de moralidade mas, achamos melhor dizer que é uma questão de muito bom senso

 

Mamãe eu vou para a cadeia


Finalmente os condenados do “mensalão” e que não têm mais direito a recursos vão para a cadeia.
O STF apesar, de como diz conhecido comentarista Augusto Nunes, dos ministros da defesa, decretou a prisão.
Trata-se dos mais importantes políticos brasileiros que estão neste meio, além dos seus comparsas da iniciativa privada, que são condenados por terem abusado do dinheiro público em beneficio próprio.
Pelo inusitado do fato, depreendemos que a justiça, finalmente, começou a estender os seus braços para justiçar aqueles que antes estavam a vontade para fazer valer os seus anseios criminosos em malefício à vida dos brasileiros.
Estaríamos vendo uma transformação na sociedade brasileira, antes tão permissiva e compassiva com os bandidos, para uma atitude no sentido de fazer valer o direito de todos os brasileiros?
Claro que sim.
Nunca como hoje, a justiça mostrou tanto serviço, fazendo com que a justiça começasse alcançar todos os setores, incluindo nisso os bandidos de colarinho branco e os políticos corruptos.
Não chegou, ainda, na intensidade ideal, mas já podemos acrescentar no uso e costume dos brasileiros, antes tidos como intocáveis, a seguinte frase:
Mamãe eu vou para a cadeia!
Haja vergonha para sentir.
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 17 de novembro de 2013

O Vale IPVA

O valor do débito do IPVA, dos veículos com placas final sete, é de assustar, pois soma 193 milhões de reais.

Se, digamos, esta seja uma tendência, se multiplicarmos os 193 milhões pelo numero de placas restantes teremos uma soma astronômica de 1 bilhão e meio de reais. É muito dinheiro.

Caso seja esta a realidade, com certeza, o governo estadual vai ter que criar um vale IPVA, pois pelos valores somos levados a pensar na falência dos donos destes veículos que estão trafegando sem pagar o IPVA.

Mas, é preciso começar a arguir as autoridades com relação a isto, pois somos levados a acreditar que a fiscalização do Detran é nula, para que os valores tenham chegado a este montante.

Aliás, com a tecnologia à disposição está mais do que na hora de se fazer um planejamento de rastreamento dos veículos para facilitar a localização de cada um, nos casos de roubos ou até mesmo para a cobrança dos débitos do IPVA.

Acreditamos que a emissão de documentação cada vez mais facilitada é um começo, mas esta mais do que na hora do Detran se organizar para sair de nenhum controle para um eficaz controle dos veículos que trafegam nas cidades brasileiras.

sábado, 16 de novembro de 2013

Insegurança

Enquanto a segurança estiver longe de onde a insegurança acontece, não vai pintar
solução para o combate à bandidagem.


Os planejadores se debruçam em cima  da criação das soluções, mas não estão com a cabeça sentindo as balas passarem roçando por elas.
Por isso, é que os municípios deveriam ser os encarregados da sua própria segurança.
Estariam no meio do problema, cobrados pelos que estão diretamente sendo prejudicados pela falta de segurança, e, principalmente, os homens encarregados de dirigir o policiamento seriam nossos vizinhos e, portanto, poderiam ser chamados pelos seus nomes ao invés de serem chamados pela patente.
O problema de dinheiro haveria de ser resolvido, com a verba do governo federal e estadual repassada para os cofres dos municípios, com grande possibilidade de serem gastos com mais parcimônia, resultando daí uma melhor eficiência em beneficio do povo que, neste exato momento está indignado por ter que se manter praticamente encarcerado na própria casa.
É uma ideia.

 

domingo, 27 de outubro de 2013

Aventuras

O Tico Corrocher era nosso mentor. Mais velho, “inventava” as aventuras.

O cenário, como não podia deixar de ser, era o quintal da casa dos pais do Rui Barbosa, amigo que nunca mais vi.

Se bem descrevo, o cenário era formado pela lenha colocada para secar e dar bom fogo sem fumaça, formando um triangulo em túnel que tomava todo o quintal, desde a porta da cozinha até a cerca dos fundos.

Para a imaginação de todos nós, a lenha que formava o túnel, ora era o navio desbravando mares bravios e de ondas gigantescas, provocadas pela erupção do vulcão que nunca deixava de expelir fumaça, pois era a chaminé do fogão da mãe do Rui; ora era a diligência, que em disparada pela planície levava a mocinha aos gritos, perseguida pelos bandidos; ora era a Pirâmide de um dos reis do Egito, que maldosamente, vestido em tiras de trapos, transformava-se na Múmia que a todos nós perseguia; ora era a porta da nave espacial que acabava de chegar do planeta Terra, para explorar o desconhecido e longínquo planeta de Ets disformes e, talvez porque o time de Parque Antártica fosse o mais famoso daquela época, eram verdes com cifres que na ponta levavam mais dois olhos, tornando os figuras, ainda mais, ameaçadora.

O engraçado é que não consigo lembrar-me dos pais e nem dos irmãos do Rui. Só consigo lembrar-me dele.

Alem do Tico, o nosso mentor, juntava-se a nós o Perilo, o famoso “Manga Espada”, O Daio, irmão do Perilo, filhos do Plácido, jogador da AAA e outros que a minha memória insiste em não revelar com clareza.

Hoje, com certeza posso afirmar a possibilidade daqueles momentos de puro deleite, não se repetiriam.

O romantismo daquela época era inigualável. Éramos pouco comprometidos com a realidade dos adultos, vivíamos os momentos próprios da infância, que àquele tempo, durava muito mais que hoje.

Na verdade, eu penso assim: Nascemos para viver e impulsionar o progresso do mundo, na medida da necessidade que aquela atualidade precisava.

Eu e meus amigos, rodados e temperados pelos acontecimentos que o tempo sem descanso impôs, nos sentimos um tanto quanto deslocados em virtude dos bytes que atravessam o ar como projéteis de uma metralhadora que espalha a vida mais apressada, sem que tenha chance de admirar o brilho das estrelas.

Mas, basta olhar os brilhos dos nossos olhos que, com certeza, se verá do que é feito o nosso coração.

Penso que estamos saindo ganhando.

 

domingo, 20 de outubro de 2013

No balanço da Banda Eva

A Banda Eva enchia o ar de boa música e ela balançando os quadris acompanhava o ritmo frenético.

- Você não vai me acompanhar?

- Não Ronaldo. Eu vim aqui para me divertir e não vou entrar nessa loucura.

- Rose, deixe de ser boba, experimenta você vai sentir-se nas nuvens.

- Negativo Ronaldo. E se você continuar a insistir vou deixá-lo sozinho. E tem mais, jogue esta porcaria longe se você quiser a minha companhia. Onde já se viu um homem tão bonito precisar se drogar para sentir as maravilhas da vida. Olhe que ritmo gostoso, vamos dançar, seja o meu par e não a minha decepção. As coisas boas da vida são ainda melhores quando estamos de posse de nossas faculdades mentais. Dançar com você é um grande prazer, desde que você esteja aqui de corpo e alma. Não me interessa só o seu corpo, pois corpo ou corpos eu encontro em qualquer lugar, mas a sua mente, a sua inteligência, o seu espírito, só estarão presentes se você estiver são, sem drogas. Eu quero assim. Fique  comigo inteiro e desfrute do amor que eu sinto por você, vamos buscar a felicidade juntos.

- Mas Rose, eu já tinha combinado com os meus amigos.

- Foi bom você lembrar-se disso. Os seus amigos Ronaldo são é amigos da onça. Procure outros amigos, sai dessa. Droga mata quem usa, aos poucos e mata mais devagar ainda, as pessoas que te amam. Abra os olhos Ronaldo. Buscar a felicidade é um direito que todos temos, mas para que ela se eternize em nós é preciso estarmos conscientes, caso contrário, ela será fugaz.

- É, acho que você tem razão Rose. Na verdade nem sei como devo proceder.

- Vou ensiná-lo. Abrace-me... Isso mesmo... Feche os olhos... Sinta o meu corpo no seu corpo, sinta o meu perfume, comece a dançar. Viu como é fácil. Esta sensação que você esta sentindo vai durar a eternidade porque estão  aqui o seu corpo e a sua alma, junto ao  meu corpo e à minh’alma.

- Ronaldo eu amo você, mas você sem drogas. Escolha o que você quer.

- Claro que eu quero você. Juro que não vou mais pensar em drogas.

- Graças a Deus Zé.

- Isso mesmo, graças a Deus Zé.

-Por um instante pensei que não iríamos conseguir. A menina Rose ajudou muito por ser equilibrada. O Ronaldo, agora, está com mais chances de livrar-se da morte lenta que é a droga. O amor realmente é um poderoso remédio para todos os males, não é mesmo Zé Gostoso?

- É verdade Zé Lopes, desta vez os nossos fluidos positivos impediram que Ronaldo fizesse a besteira. Vamos manter a nossa vigilância, pois outros casais, com certeza, estarão precisando do nosso auxílio. Sabe de uma  coisa amigo? Acho que esta gente não está lendo a coluna do nosso amigo Benedito  Freitas no Opinião Jornal. Os perigos que os desavisados correm são muitos. Veja você que até os assaltos aos coletivos, envolvendo valores insignificantes, foram por causa das drogas. Eu espero sinceramente que ele continue com os seus alertas, principalmente, porque ele prega a não violência.

- Bem Zé Gostoso já que terminamos a assistência de hoje, deixe-me matar a saudade. AAAAA vida do Marinheiro. AAAA vida do Marinheiro.

- É isso aí Zé Lopes, deixa comigo agora. Abacaxi que cura dor de cabeça na hora. Vai na escola dorme, come abacaxi acorda.

 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lua de mel

— Bom dia dona Maria!

— Bom dia, seu Vernil, como foi de viagem.

— Muito bem, graças a Deus.

— Poços de Caldas continua bonita e fria?

— Desta vez não. Apesar de todo o tempo indicando chuvas e das nuvens extraordinariamente carregadas, o calor esteve presente e ela, ainda mais bonita.

— O senhor sabe que os casais da região e, principalmente, de Araras costumam passar a lua de mel lá em Poços.

— Claro que sei. Só na minha família são três casais: o meu primo; meu cunhado, que Deus o tenha; e um dos meus irmãos.

— Eu mesma, seu Vernil, passei minha lua de mel lá na cidade mineira. Gostei muito e as recordações que guardo são maravilhosas. Sem contar que, naquele tempo, não havia a organização de turismo que hoje há. A feirinha, as fontes luminosas, as casas de queijo e doces caseiros.

— Desta vez nós, minha mulher e eu e mais os meus primos, tivemos sorte ao subir pelo teleférico para o Cristo Redentor. O sol que tudo iluminava e as nuvens que se afastaram, permitiram uma visão maravilhosa da cidade e no outro lado um horizonte cortado por montanhas azuis e soberanas. Foi um belo passeio.

As Thermas passam por reformas e, desta vez, tivemos que nos contentar com o banho alternativo de água sulfurosa. Todos ficamos macios depois do banho.

— E as novidades daqui?

— Tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. O governo federal já engatou a primeira, mas o carro está frio e, pelo jeito, não tem muita gente fazendo a força que devia para ele sair do lugar, deve ser por causa da adaptação, por enquanto está mais FHC do que nunca; na cidade, por ora, tudo é superfície, e, mesmo o índice de mortalidade infantil deveria ser publicado todos os meses; além disso, os pobres continuam empobrecendo e os ricos enriquecendo, nós "imergentes", por enquanto, estamos sem saber o que vai acontecer, graças à aposentadoria que nos obriga a viver lutando, com todas as nossas forças, para mantermos a nossa dignidade.

— Bem, dona Maria, lembrando-me do adágio popular: Não há mal que sempre dure... Continuamos com as esperanças de que o governo, honestamente, proponha pagar a dívida para com os “contribuidores” da previdência, pois foram os governos que o antecederam, que por longos e longos anos gastaram o nosso dinheirinho em coisas que não nos diziam respeito, por isso nos devem. A reforma da previdência só vai ser honesta se tiver no seu bojo esta correção.

—Deus te ouça homem e os anjos digam amem.