segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pluralidade dos Mundos

Pela sua natureza o homem tem fascínio pelo desconhecido.
Graças a isso muitos segredos têm sido desvendados.
Esse espírito de aventura, entretanto, não é suficiente o bastante para fazê-lo entender a grandiosidade do Universo.

Nessa impossibilidade, portanto, o homem tem que se apegar às informações, às observações e, principalmente, ao respeito pelo nosso CRIADOR.

Uma informação perfeita encontramos no Evangelho de JESUS:
“Não se turbe o vosso coração, credes em DEUS, crede também em MIM.
Há muitas moradas na Casa de MEU PAI.
Se assim não fosse, já EU vo-lo teria dito, pois ME vou para vos preparar o lugar.
Depois que ME tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para MIM, a fim de que onde estiver, também vós aí estejais.
João, Capítulo XIV, versículos 1, 2 e 3.”

Baseados nessa informação de JESUS, ao abservarmos o firmamento, vemos o grande número de corpos celestes, estrelas, planetas, satélites, numa pequena amostra visível, do que realmente é o grande Universo.

O respeito ao nosso CRIADOR avoluma-se e passamos a valorizar a vida que ELE nos dá.

Para o espírito a vida é a ferramenta primordial. O aproveitamento dela, observando o Evangelho de JESUS, é que vai dotá-lo de conhecimentos para, a cada passo desvendar a grandiosidade do Universo.

Assim, amado irmão, aproveite essa vida atual para buscar a maior experiência possível. Lembre-se, entretanto, que a busca de experiência não exclui o auxilio aos irmãos de jornada. Seja exemplo no amor.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pensão Alimentícia

Marido e mulher, no lar, têm que suprir todas as necessidades de seus filhos.
Saúde (Convênio médico ou a saúde pública), educação, roupas, alimentação, carinho, exemplos, etc.
Atendidas as necessidades relacionadas estarão as famílias, constituídas por pais e filhos, atendendo o que o uso e costume consagraram como meio de se identificar os cuidados que devem ter os pais na formação de seus filhos.
Isso é o que ocorre como regra no nosso atual progresso como seres humanos.
Entretanto, como regra, todas as regras têm exceções.
Na vida do povo brasileiro não é diferente.
Os lares desfeitos, por caprichosos anseios ou por necessidades, que são exceções, criam problemas para que o atendimento das necessidades dos filhos possibilite que eles se tornem cidadãos, ficando cada caso sujeitado ao entendimento daquele que não fica com a guarda da filho, que nem sempre leva em consideração o dever e a obrigação que cada um dos pais deve obedecer para ajudar na criação dos seus filhos.
As Leis Brasileiras são exigentes, e não poderia ser de outra maneira, para que os pais atendam estas obrigações.
Assim cada ex-cônjuge que não tem a guarda do filho fica obrigado por Lei a contribuir com um valor, determinado por um Juiz, baseado sempre nas necessidades do filho e na possibilidade que ele tem de pagar.
Aquele que paga, na grande maioria das vezes, alega que o que ele ganha é muito pouco e, por isso, não teria como pagar a famosa Pensão Alimentícia.
Como exemplo, para derrubar esta alegação, explicamos o seguinte:
Caso o ex-cônjuge que não tem a guarda do filho, ganhe apenas o suficiente para pagar um prato de comida por dia, ficaria obrigado a dividir o prato de comida com o filho, como pagamento da Pensão Alimentícia que é a sua contribuição possível para a criação do filho.
Isso é apenas um exemplo e como o filho precisa de mais contribuição daquele que obrigado a pagar a Pensão Alimentícia e não tem condição, a Justiça possibilita buscar, junto aos avôs, junto aos tios e junto a qualquer membro da família, que tenha condições de pagar, o valor que falta para que o menor tenha atendida as suas necessidades básicas para tornar se um cidadão com a possibilidade de ser útil ao meio em que vive.
Lembramos por oportuno que, quem não paga o valor da Pensão Alimentícia decretado pelo Juiz, pode acabar sendo preso e, mesmo assim, obrigado a pagar os valores corrigidos.








segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Seres Universais

Quando nos falta algo é que avaliamos a sua importância para a nossa vida.

O jargão é antigo, mas se renova há cada segundo de nossas vidas.

Pobres mortais, enquanto dure a nossa ventura na carne, vamos sendo sacudidos pelos acontecimentos das perdas, principalmente, perdas das pessoas que amamos, até que nós mesmos deixemos a vida e fazemos sofrimentos para os que nos amam.

Apesar de ser a única certeza da vida, a morte continua sendo inexplicável para a maioria da humanidade.

No nosso modo de entender as missões que nos cabem quando nascemos neste mundo, só serão efetivadas quanto mais tempo tivermos para trabalhá-las.

Quanto mais vivermos mais obras haveremos de deixar, mais trabalhos teremos feito e, portanto, morreríamos certos de nossa missão ter sido coroada de êxito.

Nem todos pensam assim.

Os que se sacrificam entregando suas próprias vidas em troca de um fanatismo, serão, temos certeza alvos da Lei que rege o Universo e pagarão caro pelo ato extremado.

Os que passam o tempo agredindo os seus corpos, levando os a sucumbir antes do tempo que poderiam durar em serviços destinados a cumprir as suas missões, não estarão, também, fora da ação da Lei que rege o Universo.

Como deverão pagar é coisa que não vamos especular, mas que todos terão que pagar pelo desapreço à vida, é uma certeza.

A grande maioria da humanidade, felizmente, preza a vida e a vida dos que amam.

Assim, o dia de finados que guardamos aqui no Brasil, é bem um acerto, onde demonstramos o nosso carinho, a nossa saudade e a nossa certeza de que o Nosso Pai Celestial estará no leme do grande rodízio de almas, espalhando entre todas, em todas as suas vidas, o amor, cuja expressão completa terá a magnitude de todo o Universo.

Por isso, aos que não ligaram a mínima para a vida, ou aos que cumpriram com o seu dever, e nos anteciparam na ida para a vida maior, cabe endereçarmos as nossas orações.

Aos primeiros, pedindo a Misericórdia inesgotável do Senhor, no sentido do acolhimento e da multiplicação das oportunidades, para que eles, através das experiências, aprendam a dar valor à vida.

E aos segundos, pedindo a Benção do Senhor e agradecendo pelas oportunidades dadas e que permitiram a eles alcançar o sucesso nas suas missões.

Sempre é bom lembrar que ninguém sofre por ninguém. Os sofrimentos são as válvulas que impedem que as almas se degenerem em atitudes pouco dignas.

E, que sempre, só são atingidas pelo sofrimento, as almas que ainda precisam aprender o valor da vida.

Com toda a certeza, ao reverenciarmos os nossos mortos, estaremos enaltecendo a vida, o bem mais precioso que Deus nos deu, como meio único, de através de bem vivê-la alcançarmos um lugar mais iluminado na nossa trajetória pelo Universo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Avisos do alto

O Rádio continua sendo o rei da comunicação e da prestação de serviços à população.

O seu estilo envolve as improvisações dos seus trabalhadores.

São locutores que levam as noticias para o ar, uns com voz bonita, outros com voz sem muito brilho e recebem o resultado do que fazem quase que imediatamente, pela participação dos ouvintes.

Estes, os ouvintes, não se limitam a concordar ou discordar das noticias e, muitas vezes, lançam no ar a interpretação que dão aos fatos.

A grande surpresa que causa este fato é, exatamente, que os comentaristas eventuais em que se transformam os ouvintes do rádio, coloquem criatividade e compreensão nas suas opiniões.

É claro que a nossa língua por ser difícil de ser falada corretamente, digamos, não é premiada nestes momentos, entretanto, no linguajar bem coloquial e costumeiro dos lugares, fazem as colocações bem claras e objetivas.

Isto da uma inequívoca certeza de que, apesar da falta de cultura, entendida como tal, o conhecimento de técnicas e os acontecimentos científicos, o povo nos parece, esta apressando mostrar a todos, principalmente, às elites dos negócios e da política, que cada vez mais ele entende o seu valor no contexto da convivência social a que todos estamos envolvidos, obrigados, e começa com inteligência e persistência a reclamar o direito que ele tem.

A ordem do período Medieval, infiltrada na nossa frágil Democracia que ainda é vigente, aos poucos, mesmo porque não há como impedir que aconteça, há de render-se à realidade da necessidade da convivência mais equânime.

Os bens escassos obrigam a sociedade aos estudos direcionados aos mais diversos caminhos e, cada vez mais, o povo ganha importância como variável imprescindível, tanto como concordante das soluções escolhidas, como, também, aquele que vai, de fato, seguindo o planejamento, tornar o caminho escolhido em uma realidade.

Assim, os anéis e os dedos estarão como nunca estiveram sob escolha.

O tempo que isso vai levar ninguém sabe, mas o caminho que vem sendo trilhado e que leva a sociedade a esta escolha é bem visível e, até mesmo, os escândalos que espocam aqui e ali, são como pequenos abalos sísmicos que prenunciam o grande terremoto da grande modificação social pela qual o planeta vai passar.

E não é à toa que os que se preocupam com o avanço da humanidade mandam, sempre que possível, os seus alertas.

Cabe ao homem, responsável e destinatário por tudo e de tudo, manter o ouvido aberto, porque é hora de ouvir e de agir.

Nossa contribuição neste sentido encontramos num parágrafo na folha 135 do Livro Após a Tempestade, de Joana de Angelis e do médium Divaldo Pereira Franco, onde a autora espiritual, clareia a nossa mente a respeito, escrevendo:

“Estes, afervorados ao ideal de servir, examinem as dores do próximo, suas necessidades imediatas, e, ao invés do simplismo da dádiva que libera da responsabilidade. A ação profunda, a realização social, que não apenas amenize o problema, agora, mas que, possivelmente, resolva a dificuldade, mediante os recursos que lhes oferecemos, para se libertarem a si mesmos”.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Uma grande piada

Com a interdição da cadeia de Araras, espero que definitivamente, como amostra, novamente, abriu-se a discussão sobre a penúria em que se acha o sistema carcerário brasileiro.
É certo que algum esforço tem sido feito e algumas (poucas) prisões federais de máxima segurança entraram em funcionamento.
Em nossa cidade este assunto tornou-se, para não dizer hilário, uma pedra no sapato da justiça.
Na verdade, esta mesma justiça que é regida por leis penais arcaicas, é vitima das brechas pelas quais transitam os inimigos da verdade, inventores de fatos, para que a justiça, quando feita, seja tardia e, por isso, ineficiente.
É preciso, sob pena de o Estado Brasileiro cair no ridículo de uma guerra intestina, que os governantes, em todos os patamares, decidam política e administrativamente, de vez, extirpar este cancro.
Necessário dizer que no Brasil os problemas se avolumam. Temos problemas em todos os setores, principalmente nos três principais, Justiça, Saúde e Educação para não falar nos demais.
Ocorre que é corrente a afirmativa de todos os setores da vida brasileira de que o Brasil cobra muitos impostos.
Será verdade?
O fato é que entra e sai governo e ele nunca faz o que deve ser feito porque o dinheiro não dá.
Assim a saúde precisa de mais dinheiro, pois falta remédio e a contratação de médicos especialistas não são feitas por causa de salários baixos oferecidos.
Na Educação faltam escolas técnicas e um melhor programa de alfabetização, porque o em andamento, infelizmente, tem criado verdadeiras aberrações, com alunos depois de 8 anos de estudo não saber exatamente o que fala e o que lê. Escrever então é uma lástima.
Na justiça a aplicação das Leis, além de serem arcaicas, esbarra na falta de mão de obra para que a mesma seja colocada à disposição da sociedade.
Junte-se a estes problemas, o fato de as cidades deste Brasil varonil se acharem com o direito de não quererem nos seus limites, Cadeias, Centros de Ressocialização ou Penitenciárias.
Assim, sem a vontade de resolver o problema prisional, vamos todos nós vendo condenados administrando seus negócios de dentro de verdadeiras fábricas de bandidos, e quando não, soltos por falta de espaço onde deveriam pagar pelos seus erros.
Falar em recuperação de marginais é o mesmo que falar de milagre.
Celas para aguardar a vez de ser encaminhado para prisões, apesar de reconhecer o esforço, é pura e simplesmente uma grande piada.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ciranda do tempo

— Ciranda cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar.
O som longínqüo da saudade chegava até os meus ouvidos. A inocência naquele tempo era uma realidade belíssima que todos nós, sem desconfiarmos do seu valor, nem ligávamos.
A saia plissada, em azul marinho, a blusa branca e o laço de fita compunha o uniforme das normalistas.
A incontestável beleza que se impunha à natureza misturava-se com o objetivo da futura professora de disseminar a cultura.
Passados tantos anos, longe das salas de aulas, reverencio as minhas professoras e os meus professores, pois sou o produto do esforço de cada um deles. Jamais poderei agradecê-los com toda a grandeza que eles merecem. Por isso, na simplicidade do meu muito obrigado, declaro-me devedor perpétuo de todos eles.
Antes disso, no entanto, moleque daqueles tempos românticos, quantas e quantas vezes eu e meus amigos de infância abusamos do não ter o que fazer para atazanar a paciência de todos que, pudessem ter em sua casa, no seu trabalho ou na sua escola, alguma coisa que nos desse a chance de nos divertirmos.
Entrarmos nos quintais que tinham pé de mamão, apanhar a fruta, comê-la sentados em volta do pequeno lago com estátuas, ao lado da igreja e jogarmos as cascas, suculentas e terrivelmente amarelas, pelas janelas, para dentro das salas de aula do Ginásio.
Claro que escolhíamos os momentos mais sublimes para cometer os nossos atos. Esperávamos o momento do ensaio do orfeão e fazíamos o bombardeio.
Era aquele alvoroço. Correndo a mais não poder, com o canto dos olhos, víamos aparecer nas janelas um monte de fitas brancas, tendo abaixo um monte de moças bonitas indignadas com a nossa má educação.
Escrevo isso e vou sentindo um frio percorrendo o meu corpo, provocando na altura da boca do estômago um mal estar indescritível.
Se pudesse voltar no tempo com a limpeza que tenho hoje, na minha cabeça, é claro, não faria aquilo. No entanto, já está feito e eu, tardiamente, imploro o perdão daquelas moças.
A culpa - acho que é mais uma desculpa - é da televisão que foi inventada tardiamente. Isso provocou em toda a molecada daquela época uma ausência de informação que nos colocavam, todos, meio perdidos no tempo. Faltou nos momentos cruciais da nossa formação um mundo de informação que, hoje, a molecada (nem sei se o nome ainda e esse) manuseia com invejável maestria.
Esses são os fatos, mas, o que realmente ficou-nos como imagens, sem precisar de retoques, belas, coloridas e amadas foram as normalistas.
Saias azul marinho, blusas e fitas brancas . . .
Dona Maria, sem casca, foi logo dizendo, isso é que é amor recolhido!
Aleixo!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Chora Viola

— Bom dia dona Maria!
— Bom dia seu Vernil! Como é, já passou a "paura" da Vacina contra a Gripe?
— Graças a Deus. Na verdade tive umas pequenas alterações, tosse e coriza, que passaram rapidamente. Acho que o medo era mais por causa de histórias de outras reações.
— Essa Vacina vai dar ao senhor imunidade contra a gripe que, com o frio que começou a fazer, vai afetar muita gente. Segundo a minha experiência, é na mudança de temperatura que a gente pega essa danada gripe.
— É verdade. Sabe Dona Maria, nesta semana recordando as modas de viola que ouvia, quando era garoto, na casa do meu tio Zé Branco. Um parente dele e, por conseqüência parente meu, chamado Zé Branco, também, vinha lá de Pirassununga e violeiro que era, juntamente com os meus primos, Rui e Lalato, faziam uma tarde inteira de cantoria de viola, até chorei de saudade.
— O Zé Branco de Pirassununga era um homem quase alto, forte e de incrível bigode preto e espesso. Seu olhar era tranqüilo e submetia-se ao desejo dos meus primos, principalmente, e de toda a vizinhança, cantando as modas da moda. A rua 13 naqueles dias ficava mais bonita e engalanava-se.
— O violeiro quando vinha para cá sempre trazia um parceiro que, por mais que me esforce, não consigo lembrar os nomes. Só sei que eram interpretações de clássicos dos sucessos da época.
— Naquele tempo, a mortadela era o produto mais badalado. Por isso, cubinhos de mortadela com limão eram servidos, acompanhados da caninha Batistella.
— Nossa seu Vernil, isso foi há quantos séculos?
— Foi no final da década de 40 e começo da década de 50, quando o Petróleo é nosso, dominava os meios de comunicação. Por isso, é que, de vez em quando, costumo sentar-me na minha sala e escutar os clássicos de viola, avivando as lembranças de um tempo que, infelizmente, não volta mais.
— Como eu sou mais nova que o senhor o meu gosto para músicas é um pouco diferente. Cresci sob o avanço do ie, ie, ie, músicas da jovem guarda.
— Eu gosto delas, também, pois nos bailes, depois do domínio dos boleros, dancei muito esses ritmos. Entretanto, dona Maria, confesso que, o que marcou mesmo a minha vida, foram as modas de viola, e em especial aquelas ouvidas na casa do tio Zé Branco, com o Zé Branco de Pirassununga cantando, as vezes acompanhado pelo Lalato e pelo Rui, que tocava um pandeiro redondo.
— Bem, homem, chega de antigamente, vamos falar do presente. O "bochicho" sobre cadeia ou não cadeia, entre as autoridades do município está ocupando a mídia.
— É verdade, dona Maria, enquanto isso o crime continua acontecendo em números inaceitáveis.