quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Hasta la vista camarada Fidel


O mundo dá voltas.
Nas voltas que o mundo dá ele vai agregando sabedorias e descartando as cansadas almas, que até aquele momento eram as colunas que suportavam a febre da humanidade na sua necessidade de progresso.
Estas almas vão para o descanso merecido. Umas partem para o mundo espiritual, outras, ainda, vivem mais alguns anos, como se fossem figuras dos exemplos das experiências nas quais os mais novos devem se espelhar.
Nas voltas do mundo na vida de Fidel Castro não está sendo diferente.
A sua renúncia ao comando do governo Cubano, implantado por ele às duras penas, a custa de muitas lágrimas, de muito sangue, causou emoção.
No momento da Revolução, ao Povo Cubano não restava alternativa.
A ilha era um emaranhado de interesses menores que lhe sugavam as parcas possibilidades de progresso.
Deu no que deu.
Dizem que o país está muito bem. Educação, Saúde e Esportes são famosos no mundo inteiro.
O problema é que a curva descendente de Cuba, provocada pela globalização, que pune quem quer que esteja sob algum embargo de qualquer nação do mundo, mergulhou. Não se pode, hoje, sob pena do aparecimento de problemas, esquecer que todos os povos necessitam para perseguirem a justiça social, rever os seus rumos.
Por isso, as coisas na Ilha não estão andando muito bem.
A auto-estima tão bem implantada pela Revolução, já não consegue segurar o deteriorar dos costumes e, caso nada seja feito, pode acontecer um retorno no tempo maléfico para todos os Cubanos, até para aqueles que vivem fora da Ilha, por discordarem do grande ditador.
Poderíamos elencar aqui todos os males e todos os bens dos quais o Camarada Fidel lançou mão para governar por 49 anos a pequena Ilha.
Preferimos tratar da alma que busca o seu descanso.
Sabemos que, pela lei, ninguém é eterno.
E mesmo estando o Camarada Fidel vivo, desejamos para o futuro, ardentemente, para ele, uma estada no Céu, onde deverá encontrar as suas 5 pessoas, quando então as suas atitudes serão sopesadas e toda a sua vida receberá a exata medida da sua utilidade.
Esperamos que como no Livro “As 5 pessoas que a gente encontra no Céu”, para ele, lá estejam pessoas cheias de compreensão e disposição ao perdão, bem como, é claro, outras tantas que estarão agradecidas.
Não cabe a ninguém o julgamento do homem, mesmo porque, se tivéssemos a mesma disposição e enfrentássemos os mesmos problemas, ninguém pode imaginar quais seriam as nossas atitudes.
Esperamos que ele tenha sido, sempre, estimulado para fazer o bem.
Hasta La Vista Camarada Fidel!




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A esperança é o Guga


Já tivemos na história do nosso esporte expoentes que encantaram o povo.
No futebol tivemos o Pelé, o melhor jogador de todos os tempos, cujas apresentações, maravilharam todos os torcedores de todas as torcidas, sendo um inimitável futebolista.
Ganhou dinheiro, fama, diversificou suas atribuições e hoje é um homem de negócios de grande sucesso, também.
No automobilismo tivemos o inesquecível Ayrton Senna.
Sua técnica apurada aliada a uma determinação poucas vezes vista num esportista, fez dele o melhor piloto de todos os tempos.
O seu desaparecimento prematuro deixou o esporte brasileiro atônito, mas com rumo, pois durante a sua vida cuidou para que o dinheiro que amealhou se transformasse em algo útil e gerasse progresso.
Temos muitos mais.
Mais recentemente o grande ídolo do esporte brasileiro apareceu na figura de Gustavo Küerten.
Tenista de predicados especiais, aliado a um estrategista e grande psicólogo, Larry Passos, seu técnico e que substituiu o seu falecido, pai desde os seus primeiros momentos como tenista, conquistou o mundo com suas apresentações.
A vida, no entanto, embora tenha lhe dado tanto, tirou a sua possibilidade de trabalhar pelo esporte nacional, pois o tirou das quadras prematuramente.
O tênis é um jogo que exige, na categoria principal, perfeitas condições físicas aliadas a grande determinação, sem a soma das quais não haverá a mínima condição de brilhar nos seus torneios.
Guga era arrasador. Seus golpes eram pesados, por isso, rápidos, tinham o caráter surpreendente do inusitado.
Ganhou por três vezes o Torneio Aberto da França, o famoso Roland-Garros, disputado em quadras de saibro, que exige técnica especial do participante.
Uma contusão no quadril, no entanto, que exigiu duas intervenções cirúrgicas acabou por apressar a aposentadoria do Guga.
Na sua despedida que esta acontecendo este ano, no Torneio Aberto do Brasil, foi extremamente triste. Guga chorou, a torcida chorou, os gandulas choraram, todos choraram, quando. vencendo as lágrimas, Guga agradeceu a todos que o ajudaram a ser o número um do Tênis Mundial.
Um guerreiro que descansa suas armas.
Foi, entretanto, um personagem útil e no meio que atuou foi sempre um exemplo de correção.
Outro igual vai demorar a aparecer.
Talvez Guga que agora vai ter mais tempo seja o homem que vai dar um caminho ao Tênis Brasileiro e, através do seu conhecimento das necessidades para criar um campeão, ajude os brasileiros a vencer neste nobre esporte.




A luz da vida


A vida é uma grande dádiva.
Entretanto, muitos de nós a sentimos como um grande desconforto. Outros, ainda, tangidos pelo sofrimento que a vida impõe a vêm como um grande sacrifício. Há os que pela vida que levam e pelas conquistas que conseguem, acham-na gostosa.
As explicações para essa variedade de modos de vida, aparentando uma grande desigualdade, são os mais diversos.
Dona Maria, a minha vizinha que me ajuda a entender e a compreender o mundo em que vivemos, a respeito, diz:
— Os desígnios de Deus, a respeito, por enquanto, são insondáveis.
Respeito a opinião da nobre senhora.
No meu modo, simplista, de entender as coisas, no entanto, se não existissem explicações e nem tentativas de explicações a respeito, sobra, para nos socorrer, a nossa intuição.
A grande diversidade de personalidades que o planeta terra abriga, más, perversas, ruins, boas, caridosas, angelicais, etc., obriga todos a sérios confrontos diários no exercício da convivência.
São interesses que são contrariados em todos os campos, criando atritos.
Apesar disso, a vida continua a evoluir.
Deve-se isso à nossa intuição, que nos faz sentir a necessidade do bem.
As más ações que podemos cometer, instintivamente ou raciocinadas, podem até nos dar prazer material. Ou seja, atender os reclamos da nossa personalidade atual. Mas, não se pode fugir do mal estar.
As boas ações, com certeza, premiam o nossos mais profundos reclamos, enchendo o nosso ser de satisfação e dando à vida um sentido de evolução em busca de novas fronteiras para a nossa sabedoria.
O bem estar é indiscritível.
Por isso, a vida é uma grande dádiva.
Temos visto os anos influenciarem decisivamente nos homens. Muitos maus, aos poucos, foram se transformando em bons.
A manutenção da vida, então, tanto para dar tempo às modificações, quanto para vivenciar a maior quantidade de experiências possíveis é uma necessidade imperiosa, para a própria evolução da humanidade.
No filme “A CASA DOS ESPÍRITOS”, após intermináveis torturas a filha do senador, quase morta, já estava entregando-se à morte, quando recebeu a visita do espírito de sua mãe. Banhada em luz a senhora, acolhendo no seu colo a cabeça ensangüentada da filha, a estimula dizendo em última análise que: o que vale mesmo é a manutenção da vida.
Realmente caso se entregasse à morte a história de sua vida acabaria ali. Aceitando o estimulo da mãe a heroína lutou e sobreviveu.
A sua história continuou e, atuante, com novas oportunidades e em outros contextos, a sua vida mostrou-se útil à harmonia que necessitava o seu círculo de convivência.
Nesse caso a vida da filha do senador, apesar de todo o sofrimento, foi A LUZ DA VIDA de muitas outras vidas.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Capítulo XVII - Sede Perfeitos - 1


(Mateus, Cap. V, v. 44,46, 47 e 48)

Ao lermos o Evangelho de Mateus – Sede perfeitos, como perfeito é o vosso PAI CELESTIAL – somos, em princípio, levados a entender que devemos atingir a perfeição ainda nesta vida.

Amarmos a DEUS sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, foi o objetivo traçado por DEUS e revelado pelo MESTRE NAZARENO.

A compreensão deste ensinamento de JESUS, neste contexto de provas e de expiações em que vivemos, fica difícil. Como seguí-lo se o mal, dentro de nós mesmos, a todo momento, emulado pelos relacionamentos sociais que, a mais das vezes, são baseados na falsidade, no egoísmo, na ganância, no desrespeito são tentações difíceis de vencer?

Travamos em todas as linhas de nossa vida, batalhas árduas desta guerra, cujo final não conseguimos divisar nesta encarnação.

Os ensinamentos redentores da doutrina espírita, então, nos esclarecem que são estas batalhas os cadinhos onde, pela experiência que nos proporcionam, que preparam o nosso caminho em direção à perfeição projetada para as criaturas de DEUS.

Cabe a cada um, utilizando o bem que temos dentro de nós, vencer o mal e com isto dar maior velocidade à caminhada em direção à perfeição.

A nossa liberdade de escolha entre o bem e o mal - é bom que se diga - nos responsabiliza pelas conseqüências. Quando incorporamos, pelo aprendizado, o BEM, damos passos largos em direção à sabedoria. Quando, no entanto, escolhemos o MAL, atrasamos a caminhada em direção ao nosso objetivo e, por isso, ainda, teremos que repetir as lições em condições menos favoráveis.

As nossas decisões acertadas exigem, quase sempre, alguns sacrifícios. Não devemos fugir deles, pois são eles que dão a medida de qualidade de nossas obras.

Não deixemos as tentações levarem-nos a imaginar que as nossas vidas poderão ser um mar de facilidades se escolhermos o caminho do mal. Porque não serão.

Busquemos no EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, fonte inesgotável do BEM, DA CARIDADE, DA MISERICÓRDIA, DA PAZ e DO AMOR, inspiração para nosso viver.

Ninguém atingirá a perfeição, senão pelos ensinamentos de JESUS.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Carnaval


O Carnaval está chegando e os preparativos para o Tríduo de Momo, seguem céleres.

Nas grandes capitais, tudo se voltou para a recepção aos turistas estrangeiros e aos turistas de outras cidades brasileiras, visando, é claro, transformar o momento de alegria num momento de se ganhar dinheiro, também.

Paralelamente aos abusos que naturalmente acontecem temos, então, o lado útil e social do Carnaval, que oferece empregos e fomenta o comércio.

Por isso, o Carnaval quanto mais o tempo passa, para a economia, torna-se um evento de muita importância.

Para que se tenha uma idéia, podemos dar o exemplo das Escolas de Samba, que muito embora só participem dos desfiles do Carnaval, uma vez por ano, são obrigadas a manterem os seus barracões, onde constroem os carros alegóricos e confeccionam as fantasias, funcionando o ano inteiro, dando empregos a muitas pessoas.

Assim, confiamos que os abusos, em virtude da melhora do homem, retrocedam na medida em que o tempo passa.

Portanto, o folião passou a ser uma importante variável, que faz o negócio Carnaval funcionar.

Mas, para os que não gostam de brincar o Carnaval, informamos que diversas Religiões, mesmo aqui em nossa Araras, oferecem opções importantíssimas para quem quiser.

Refletir, estudar pontos de assuntos importantes, estudos gerais, práticas religiosas e, principalmente, uma convivência com pessoas que buscam a paz e equilíbrio, tornam os famosos Retiros Espirituais, para o entendimento profundo da vida, formidáveis auxiliares do homem.

O certo, no entanto, tanto o Carnaval como os Retiros Espirituais, sozinhos não são capazes de tornar ninguém, demônio ou santo, mas, seguramente, tornarão os participantes mais experientes e conforme o aproveitamento de cada um, credores ou devedores da progressão pessoal.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Capítulo XVI - Não se pode servir a Deus e a Mamon - 1


Cap. XVI do Evang.Segundo o Espiritismo -(Lucas, Cap. XVI, v. 13.)

A vida é o reflexo de nossos conhecimentos.
Cada ser, dentro do seu conhecimento, sem dúvida, sabe o que ele representa de bom ou de mal no seu meio social.

Se somos ricos, sabemos que devemos colocar a nossa riqueza a disposição do bem, dando a ela a utilização que fomente a produção, ocupando no trabalho redentor irmãos menos favorecidos. Administrando os bens que nos foram emprestados por DEUS e distribuindo a nossa riqueza com os nossos irmãos.

Se somos pobres, sabemos que antes de almejarmos amealhar bens que mudem o nosso “status”, devemos nos entusiasmar pelo trabalho redentor propiciado pelo nosso irmão rico. A multiplicação da riqueza resultante do trabalho profícuo nos transformará em elos imprescindíveis na corrente da produção necessária, para que, cada vez mais, pobres possam ter acesso ao trabalho e à vida digna.

As conjugações de esforços de ricos e de pobres, patrões e empregados, capital e trabalho, são na realidade base para o crescimento espiritual de todos nós, filhos de DEUS, juntos nesta encarnação de provas e de expiação no planeta Terra.

Este esforço que une espíritos que possuem bens terrenos e espíritos que quase nada tem de material a multiplicarem os bens e a sua distribuição leva, no entanto, todos ao compromisso de sublimarem a sua utilização e a sua posse.

As possibilidades geradas pela posse dos bens não devem, jamais, estimular o apego desmedido a eles.

A meta de todos é o crescimento moral. Este patrocina o entendimento, daquilo que todos necessitam, para enfrentarem a experiência da vida, enriquecendo-a com o amor.
A iluminação espiritual será a conseqüência.

O amor a DEUS, na verdade, é a nossa obediência às Suas Leis , sem o que o nosso progresso espiritual ficaria comprometido.

Mas, seja qual for a forma que tentarmos para ficarmos alheios a Elas, incondicionalmente, na sua expressão corretiva, até mesmo pelo sofrimento, lembrarão a todos nós o caminho do bem.

Na nossa vida, portanto, se quisermos progredir, sempre, somente a DEUS DEVEMOS SERVIR.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Capítulo XV - Fora da Caridade não Há Salvação - 1


Há dois mil anos Jesus estabeleceu as regras para a evolução espiritual do mundo.
Nelas Jesus alertou para os diversos estágios de grandeza dos espíritos encarnados na terra.
Particularmente, a Parábola do bom Samaritano, enalteceu a caridade. A sua figura, no contexto daquele tempo, porém, pode ser adaptada para o contexto do nosso tempo:

“ O rapaz de olhos ladeados por olheiras extremamente escuras, beirando a demência, cambaleando, entrou pela porta procurando alguém que o amparasse.
O plantão do atendimento fraterno, alertado, apressou-se em conversar com visitante.
Ele fez desfilar, com alguma dificuldade e alguns soluços, a sua vida cujo peso lhe era penoso.
O experiente espírita encaminhou o rapaz para o atendimento caridoso do passe.
O médium ministrou o passe naquele rapaz, que havia sido atendido pelo plantão do atendimento fraterno. As forças que atuavam negativamente foram afastadas e ele sentiu-se bem.
Após as palavras de encorajamento e a inscrição do moço no programa de sextas básicas, três irmãos médiuns acompanharam-no até a sua casa para ministrar passe na sua companheira que acabara de perder, por aborto espontâneo provocado pela fome, o filho que ambos esperavam.
Lá na residência humilde, mulher e marido foram orientados para comparecerem no Centro para que o tratamento espiritual seguisse através dos passes.
O tempo passou e, após 3 anos, Joana, esposa daquele rapaz quase demente, anunciara que da sua gravides, já no sexto mês, iria nascer um menino.”

Este ato, cujo paralelo, é uma constante nas casas espíritas, mostra onde estão alguns dos Samaritanos de hoje.

Isto é muito importante e bonito, mas é preciso muito mais.

Quem foi buscar socorro passou por cima do seu egoísmo. Aqueles que o socorreram tiveram facilitada a oportunidade de servir.

Por isso, os que se propõe ajudar, têm que passar por cima do egoísmo, que ainda possam ter, e irem ao encontro daqueles que precisam de socorro. Pois nem sempre os que precisam de ajuda conseguem achar o caminho do Centro Espírita.